Relator diz não ter dúvida sobre compra de votos no Congresso
Barbosa usa afirmações de Marcos Valério e Delúbio Soares para destacar que não há questionamento sobre existência do esquema
O relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, iniciou seu voto sobre a
compra de votos no Congresso Nacional destacando o posicionamento dos partidos
apontados como envolvidos no esquema em votações de interesse do governo. Ele
destacou repasses feitos aos dirigentes partidários em datas próximas às
votações da Lei de Falências, reforma tributária e reforma previdenciária. Ele
concluiu esta análise dizendo "não haver dúvidas da existência de compra de
votos a esta altura do julgamento" e destacou haver farta demonstração
documental e testemunhal no processo.
"Esses repasses estão a demonstrar a existência de vinculação do pagamento de vantagens financeiras e o apoio parlamentar dos partidos recebedores", afirmou o relator.
Ele usou afirmações de Marcos Valério e Delúbio Soares para destacar que não há questionamento sobre a existência dos pagamentos. Observou que uma lista entregue por Valério e Simone Vasconcelos, ex-diretora de sua agência, detalhava os pagamentos e os beneficiários. Aproveitou ainda para ler o acórdão de recebimento da denúncia no STF e dar destaque que foi aceita, na época, a tese de que o núcleo político, formado por José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino, "teria interesse na compra de apoio político e criar condições para um grupo se perpetuasse no poder".
O relator destacou que vai analisar primeiro a acusação dos réus acusados de "vender" os votos. As acusações contra Dirceu, Delúbio, Genoino, Marcos Valério e outros réus pela "compra" serão analisadas somente após a abordagem sobre os recebedores.
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Barbosa destacou que a acusação afirma que foram comprados votos de PP, PTB,
PL (atual PR) e PMDB. Citando as três votações, ele destacou que esses partidos
apoiaram de forma majoritária ao mesmo tempo em que os dirigentes recebiam
recursos do valerioduto."Esses repasses estão a demonstrar a existência de vinculação do pagamento de vantagens financeiras e o apoio parlamentar dos partidos recebedores", afirmou o relator.
Ele usou afirmações de Marcos Valério e Delúbio Soares para destacar que não há questionamento sobre a existência dos pagamentos. Observou que uma lista entregue por Valério e Simone Vasconcelos, ex-diretora de sua agência, detalhava os pagamentos e os beneficiários. Aproveitou ainda para ler o acórdão de recebimento da denúncia no STF e dar destaque que foi aceita, na época, a tese de que o núcleo político, formado por José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino, "teria interesse na compra de apoio político e criar condições para um grupo se perpetuasse no poder".
O relator destacou que vai analisar primeiro a acusação dos réus acusados de "vender" os votos. As acusações contra Dirceu, Delúbio, Genoino, Marcos Valério e outros réus pela "compra" serão analisadas somente após a abordagem sobre os recebedores.
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