Coordenação de resgates com parceiros da UE foi ‘desafiadora’, diz FMI
Avaliação dos pacotes de ajuda surge em meio aos relatos de que frequentemente existem divergências entre o Fundo e seus parceiros europeus
WASHINGTON - A coordenação entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e as autoridades da zona do euro, incluindo o Banco Central Europeu (BCE), nos programas de resgate foi "desafiadora" em alguns momentos, informou o Fundo em uma nova série de relatórios divulgada nesta segunda-feira. No geral, os documentos liberados hoje elogiam o próprio FMI pelo sucesso nos programas de resgate na zona do euro.
Numa revisão das métricas dos programas de empréstimo do FMI concedidos na última década, o Fundo também disse que poderá fortalecer sua análise de sustentabilidade de dívida, uma das principais métricas de viabilidade de um programa de ajuda da instituição.
A avaliação surge em meio aos relatos de que frequentemente existem divergências entre o Fundo e seus parceiros europeus - BCE e União Europeia - que dificultaram programas vitais de resgate. Os relatórios do FMI também surgem após as fortes críticas de alguns economistas fora da instituição que questionaram a credibilidade do Fundo ao concordar com o resgate da Grécia em um programa que o próprio FMI disse desde o princípio que era nulo. As críticas colocaram em xeque justamente a precisão da análise de sustentabilidade de dívida do Fundo e se a reestruturação da dívida grega foi considerada no contexto do resgate antes de ter sido concluída.
"O desenho do programa e a coordenação nos programas de crise de elevado endividamento foram desafiadores", reconhece o FMI, citando os resgates na zona do euro em particular, onde o Fundo defendeu políticas de ajuste muito ambiciosas dado o tamanho dos problemas econômicos e o risco para o restante do bloco monetário.
"Restrições institucionais na zona do euro limitaram ocasionalmente opções alternativas de política que, de outra forma, poderiam ter sido consideradas, especialmente a reestruturação de dívida para fortalecimento da sustentabilidade da dívida (particularmente para o endividamento bancário na Irlanda e para a dívida soberana da Grécia", admitiu o Fundo. Isso exige que o Fundo melhore sua parceria com outras instituições, disse Dominique Desruelle, vice-diretora do Instituto para Desenvolvimento da Capacitação do FMI, e Ranil Salgado, chefe de divisão do Departamento de Estratégia Política e Revisão.
Os economistas do FMI reconheceram que a instituição precisa desenvolver melhor os testes de estresse para avaliar os riscos aos programas, incluindo a melhora na análise de sustentabilidade da dívida
Numa revisão das métricas dos programas de empréstimo do FMI concedidos na última década, o Fundo também disse que poderá fortalecer sua análise de sustentabilidade de dívida, uma das principais métricas de viabilidade de um programa de ajuda da instituição.
A avaliação surge em meio aos relatos de que frequentemente existem divergências entre o Fundo e seus parceiros europeus - BCE e União Europeia - que dificultaram programas vitais de resgate. Os relatórios do FMI também surgem após as fortes críticas de alguns economistas fora da instituição que questionaram a credibilidade do Fundo ao concordar com o resgate da Grécia em um programa que o próprio FMI disse desde o princípio que era nulo. As críticas colocaram em xeque justamente a precisão da análise de sustentabilidade de dívida do Fundo e se a reestruturação da dívida grega foi considerada no contexto do resgate antes de ter sido concluída.
"O desenho do programa e a coordenação nos programas de crise de elevado endividamento foram desafiadores", reconhece o FMI, citando os resgates na zona do euro em particular, onde o Fundo defendeu políticas de ajuste muito ambiciosas dado o tamanho dos problemas econômicos e o risco para o restante do bloco monetário.
"Restrições institucionais na zona do euro limitaram ocasionalmente opções alternativas de política que, de outra forma, poderiam ter sido consideradas, especialmente a reestruturação de dívida para fortalecimento da sustentabilidade da dívida (particularmente para o endividamento bancário na Irlanda e para a dívida soberana da Grécia", admitiu o Fundo. Isso exige que o Fundo melhore sua parceria com outras instituições, disse Dominique Desruelle, vice-diretora do Instituto para Desenvolvimento da Capacitação do FMI, e Ranil Salgado, chefe de divisão do Departamento de Estratégia Política e Revisão.
Os economistas do FMI reconheceram que a instituição precisa desenvolver melhor os testes de estresse para avaliar os riscos aos programas, incluindo a melhora na análise de sustentabilidade da dívida
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