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França fechará embaixadas em 20 países após divulgação de charges


Chancelaria francesa anunciou que fechamento ocorrerá na sexta-feira, dia de orações muçulmanas

Policiais diante da sede da revista francesa 'Charlie Hebdo', em Paris - Jacky Naegelen/Reuters
 
Policiais diante da sede da revista francesa 'Charlie Hebdo', em Paris
PARIS - A França determinou nesta quarta-feira, 19, o fechamento de suas embaixadas e escolas em 20 países muçulmanos na próxima sexta-feira, depois de o semanário francês Charlie Hebdo ter publicado charges do profeta Maomé. O governo francês teme que a onda de protestos atinja uma nova fase, desta vez anti-França. Na semana passada, a divulgação na internet de um filme considerado ofensivo ao profeta causou protestos contra os EUA.
"Nós na realidade decidimos, como medida de precaução, fechar nossas instalações, embaixadas, consulados, centros culturais e escolas", disse o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius. Sexta-feira é o dia sagrado para o Islã.
O país já aumentou a segurança em algumas de suas embaixadas nesta quarta-feira. O primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault afirmou também que será bloqueada uma manifestação de pessoas indignadas com o filme ofensivo ao Islã "A inocência dos muçulmanos". No início da tarde, as representações da França na Indonésia e na Tunísia fecharam suas portas.
O governo defendeu o direito da Charlie Hebdo de publicar as charges e tropas de choque posicionaram-se no lado de fora da sede da redação, que foi atacada no ano passado após ter lançado uma edição que satiriza o Islã radical.
'Grande vigilância'
O Ministério de Relações Exteriores da França emitiu um alerta para que franceses em países muçulmanos exerçam "grande vigilância", evitando encontros públicos e locais religiosos ou que representem o Ocidente.
Autoridades do governo e líderes muçulmanos pediram calma na França, país que tem a maior população islâmica da Europa Ocidental. A CFCM, organização que congrega diversos grupos muçulmanos franceses, disse em comunicado que os fiéis "não devem ceder à provocação (...) e expressar sua indignação em paz, através de meios legais".

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