Onda de protestos árabes chega a Tailândia e Caxemira
Em Bangcoc, homens, mulheres e crianças carregavam cartazes contra os Estados Unidos. Na Caxemira indiana, além de protestos, houve greves
Protesto contra o filme 'Innocence of Muslims' nas ruas da Caxemira indiana
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Na Tailândia, homens, mulheres e crianças carregavam cartazes contra os Estados Unidos e Israel. Eles condenam o retrato feito de Maomé no filme Innocence of Muslims (A Inocência dos Muçulmanos, em tradução livre do inglês) como um mulherengo trapaceiro. A fé muçulmana considera um pecado qualquer reprodução do profeta como um pecado, ainda mais se ele é representado como uma pessoa de pouco caráter. O tumulto fez com que o tráfego de veículos fosse bloqueado em várias ruas. Durante a marcha, a polícia enviou cerca de 200 agentes para as proximidades da embaixada americana a fim de evitar enfrentamentos.
A representação diplomática informou, na segunda-feira, que fecharia suas portas a partir do meio-dia devido à manifestação e pediu que os cidadãos americanos ficassem atentos diante da possibilidade de incidentes violentos.
Caxemira indiana – A atividade de bancos, tribunais e escritórios do governo foi prejudicada na região que é disputada pelos governos da Índia, da China e do Paquistão. Segundo a imprensa indiana, as forças de segurança foram enviadas às ruas para evitar conflitos. Imagens transmitidas pelo canal 'NDTV' mostraram centenas de manifestantes cantando palavras de ordem contra o longa divulgado no YouTube.
A greve registrada na região tem o apoio dos principais líderes políticos independentistas da Caxemira indiana, a única parte do país que tem maioria muçulmana.
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O diplomata americano J. Christopher Stevens
Al Qaeda - A rede terrorista Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) parabenizou nesta terça-feira os muçulmanos que mataram o embaixador dos EUA em Bengasi e encorajou seus correligionários a aumentar os ataques contra as missões diplomáticas americanas nos países árabes. "Nossos peitos se estufam satisfeitos e encorajados pelos presentes dos muçulmanos do Egito, da Líbia, da Tunísia, do Iêmen e de outros países do mundo muçulmano", diz um comunicado da AQMI publicado em um site extremista, em referência aos ataques a embaixadas e consulados nesses países.
Na mensagem, cuja autenticidade não pôde ser comprovada, o grupo não se responsabiliza em nenhum momento pelos ataques às embaixadas dos EUA, nem pela morte do embaixador americano Christopher J. Stevens.
"Pedimos aos muçulmanos que continuem os protestos e que os intensifiquem, e aos jovens do Islã que sigam as pegadas deixadas em Bengasi, fazendo cair as bandeiras das embaixadas da América do Norte em todas as nossas capitais", conclui a nota.
No sábado passado, a Al Qaeda na Península Arábica, que também estimulou os protestos, afirmou que o ataque contra o consulado de Bengasi foi uma vingança pelo assassinato de seu "número dois", Abu Yehia al Libbi.
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