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Diretora do FMI diz que Índia deve abrir sua economia ainda mais

País enfrenta forte desaceleração econômica, além de advertências de empresas de rating sobre a necessidade de estímulo aos fluxos de capital e redução de seu déficit fiscal 

NOVA DÉLHI - A Índia deve liberalizar ainda mais suas regras sobre investimento estrangeiro e resolver questões fiscais controversas para melhorar a confiança do investidor e estimular os fluxos de capital, afirmou Laura Papi, diretora-assistente e chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Índia.
A Índia enfrenta uma dramática desaceleração econômica, além de advertências de empresas de rating sobre a necessidade do país de estimular rapidamente seus fluxos de capital e reduzir seu déficit fiscal. Na semana passada, o governo divulgou várias medidas para permitir a entrada de investimento externo e cortou os subsídios ao diesel.
Os investidores aplaudiram as medidas, que representam algumas das reformas mais significativas desde que a Índia começou a abrir sua economia, em 1991. Dentre as medidas está a abertura do mercado de varejo para o capital estrangeiro, que enfrenta duras críticas e oposição de políticos tanto fora quanto dentro da coalizão do governo.
As medidas podem "estimular a produtividade e o crescimento no médio prazo", disse Papi, mas ela lembrou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no período abril/junho destaca "algumas das consequências da desaceleração do crescimento".
A economia da Índia cresceu 5,5% entre abril e junho, após uma expansão de 5,3% entre janeiro e março, bem menos do que os mais de 8% registrados nos últimos anos.
Papi disse que o FMI vai reduzir sua perspectiva de crescimento para a Índia em 2012 no mês que vem, quando o fundo deve revisar suas previsões. Em julho, o FMI previu que o PIB da Índia subiria 6,1% em 2012. O fundo deve divulgar as revisões em 9 de outubro.
O banco central do país espera que o PIB cresça 6,5% no atual ano fiscal, que vai até março, mas muitos economistas preveem um crescimento menor, entre 5,0 e 5,5%.
Papi declarou que o governo não deveria se preocupar muito com os déficits fiscal e em conta-corrente e deveria se concentrar nas reformas estruturais necessárias para que a economia tenha benefícios no longo prazo.
A meta de déficit fiscal para este ano, de 5,1% do PIB, "parece estar em risco" apesar da medida adotada na semana passada para cortar subsídios, que segundo Papi "um bom primeiro passo".
Segundo ela, Nova Délhi deveria agora fazer reformas que direcionem os subsídios às pessoas de menor renda, reduzindo assim as chances de desperdício

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