Dívida federal espanhola atinge recorde de 75,9% do PIB no 2º trimestre
Governo tenta conter seu crescente déficit orçamentário para atingir a meta de 6,3% do PIB este ano; governos regionais beiram colapso financeiro
MADRI - A dívida federal da Espanha atingiu um novo recorde de 75,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, enquanto Madri luta para conter um crescente déficit orçamentário, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo banco central do país.
A Espanha tem a meta de reduzir seu déficit orçamentário a 6,3% do PIB este ano, apesar da queda na arrecadação de impostos e a alta do desemprego em meio à contração da economia. Em 2011, o déficit espanhol foi equivalente a quase 9% do PIB.
Além disso, Madri precisa ajudar os governos regionais, que estão à beira de um colapso financeiro, e reformar o sistema bancário, que lida com os efeitos de uma bolha imobiliária.
A região autônoma da Andaluzia, por exemplo, está perto de pedir um total de pelo menos 2,4 bilhões de euros (US$ 3,12 bilhões) do fundo de resgate criado pelo governo central da Espanha, depois de ter pedido 1,0 bilhão de euros avançados no começo deste mês, segundo reportagem do jornal espanhol El País.
O governo central ainda não respondeu ao pedido de ajuda antecipada, mas uma autoridade disse ao jornal que a administração está ciente de que a Andaluzia enfrenta 600 milhões de euros em dívidas com vencimento em 4 de outubro e não deixará nenhuma região sem recursos.
Catalunha, Valência e Múrcia já pediram ajuda do fundo espanhol, que deverá ter 18 bilhões de euros em recursos para oferecer às regiões.
Resgate
Em junho, o governo espanhol pediu à zona do euro um pacote de resgate, de até 100 bilhões de euros (US$ 129,2 bilhões), para recapitalizar os bancos problemáticos do país. A expectativa é que a Espanha logo seja obrigada a solicitar um programa de ajuda integral.
Segundo dados do BC espanhol, a dívida federal bateu seu recorde anterior em 1996, quando chegou a 67,4% do PIB. A mínima, de 36,3% do PIB, foi registrada em 2007. No ano passado, a relação dívida/PIB ficou em 69,2%.
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Além disso, Madri precisa ajudar os governos regionais, que estão à beira de um colapso financeiro, e reformar o sistema bancário, que lida com os efeitos de uma bolha imobiliária.
A região autônoma da Andaluzia, por exemplo, está perto de pedir um total de pelo menos 2,4 bilhões de euros (US$ 3,12 bilhões) do fundo de resgate criado pelo governo central da Espanha, depois de ter pedido 1,0 bilhão de euros avançados no começo deste mês, segundo reportagem do jornal espanhol El País.
O governo central ainda não respondeu ao pedido de ajuda antecipada, mas uma autoridade disse ao jornal que a administração está ciente de que a Andaluzia enfrenta 600 milhões de euros em dívidas com vencimento em 4 de outubro e não deixará nenhuma região sem recursos.
Catalunha, Valência e Múrcia já pediram ajuda do fundo espanhol, que deverá ter 18 bilhões de euros em recursos para oferecer às regiões.
Resgate
Em junho, o governo espanhol pediu à zona do euro um pacote de resgate, de até 100 bilhões de euros (US$ 129,2 bilhões), para recapitalizar os bancos problemáticos do país. A expectativa é que a Espanha logo seja obrigada a solicitar um programa de ajuda integral.
Segundo dados do BC espanhol, a dívida federal bateu seu recorde anterior em 1996, quando chegou a 67,4% do PIB. A mínima, de 36,3% do PIB, foi registrada em 2007. No ano passado, a relação dívida/PIB ficou em 69,2%.
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