Sony suspeita de ataque hacker da Coreia do Norte
Sistema de armazenamento de filmes foi violado. Comédia sobre missão da CIA contra o ditador Kim Jong-un foi considerada ofensiva por Pyongyang
Kim Jong-un interpretado por Randall Park na comédia 'The Interview'
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Uma carta enviada ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, por Ja Song Nam, embaixador da Coreia do Norte, declarava que o filme era um “ato de guerra” dos Estados Unidos. O país também havia pedido que os envolvidos na produção do longa-metragem fossem punidos. A irritação do regime comunista provocou uma série de piadas entre os atores. Durante o período em que Kim ficou um mês e meio sem aparecer em público para se recuperar de problemas de saúde, Rogen disse que os produtores tinham escondido o ditador como parte de uma campanha de marketing para promover o filme. “Nós o soltaremos uma semana antes do lançamento”, brincou.
Mesmo sem ter a comédia roubada pelos hackers, a Sony pode enfrentar um prejuízo de milhões de dólares com os títulos vazados na internet, reportou o jornal The Guardian. Entre eles está Fury, um longa-metragem sobre a II Guerra Mundial que tem Brad Pitt no elenco e estreou nos Estados Unidos neste segundo semestre, e a aguardada refilmagem do musical Annie, cuja estreia nos cinemas americanos estava prevista para o Natal. Outras produções vazadas pelos hackers são Mr. Turner, Still Alice e To Write Love on Her Arms.
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Segundo o site da revista Variety, os ataques à Sony ocorreram em novembro. Uma imagem de esqueleto aparecia na tela dos computadores do estúdio com a mensagem “Hackeado pelo #GOP”, cuja sigla faz alusão ao grupo de criminosos virtuais Guardians of Peace (Guardiões da Paz). Os invasores ameaçavam liberar “segredos e informações confidenciais”, mas não se sabe quais informações os hackers tiveram acesso. Em uma nota reproduzida pela revista, a Sony diz que o “roubo de conteúdo é assunto criminal” e que está “trabalhando ativamente com as autoridades para solucionar o caso”.
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