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CGU abre mais sete processos contra funcionários da Petrobras 

Cinco gerentes e outros dois ex-gerentes são suspeitos de terem recebido propina da empresa holandesa SBM Offshore

 
Holandesa SBM Offshore era responsável por fornecer equipamentos à estatal
Holandesa SBM Offshore era responsável por fornecer equipamentos à estatal (Reuters/)
O ministro-chefe da Controladoria-geral da União (CGU), Jorge Hage, determinou nesta terça-feira a abertura de processo administrativo contra cinco gerentes da Petrobras e outros dois ex-gerentes da estatal suspeitos de terem recebido propina da empresa holandesa SBM Offshore. A CGU não revelou o nome das autoridades investigadas sob a alegação de que os processos são sigilosos.
A companhia holandesa SBM Offshore era responsável por fornecer equipamentos à estatal e foi denunciada pelo ex-funcionário Jonathan Taylor, do escritório da companhia em Mônaco. Conforme revelou VEJA, ele tornou públicos nomes, valores, contratos e trocas de e-mails entre dirigentes da SBM e de empresas internacionais que receberam propina da SBM.
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Atualmente, a SBM já responde a um processo de inidoneidade na CGU e pode ser impedida de firmar contratos com a administração pública. Na semana passada, o ministro Jorge Hage disse ao site de VEJA que, mesmo com o processo, a pasta negocia com a empresa um acordo de leniência em que a companhia pode conseguir benefícios em troca de repor prejuízos, revelar o nome de quem recebeu as propinas e detalhar o modus operandi da distribuição de dinheiro.
Na segunda-feira foram abertos na CGU dois outros processos de sindicância patrimonial contra integrantes do quadro da Petrobras para investigar o aumento de renda incompatível com as funções que ocupavam. Ao final das investigações, que podem durar 120 dias nos processos administrativos e 60 dias nas sindicâncias, os envolvidos podem ser demitidos e, se já tiverem deixado os cargos, podem ser impedidos de retornar a empregos públicos.
Em uma primeira fase das investigações contra a SBM, a CGU já havia aberto seis processos punitivos e uma sindicância patrimonial, além do processo de responsabilização da empresa holandesa.

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