Papa demite chefe da Guarda Suíça
"É o fim de uma ditadura', disse um guarda depois de ser informado da saída do comandante
A Guarda Suíça do Vaticano saúda o papa Francisco após uma reunião matinal no Vaticano (AP)
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O comandante Anrig foi nomeado em 2008 por Bento XVI e comandava o pequeno exército do papa, com cerca de cem soldados. De acordo com a imprensa italiana, as rígidas regras da guarda vinham desagradando ao papa argentino, que costuma conversar com seus integrantes e chegou inclusive a convidar um deles a quebrar as ordens, pedindo que descansasse depois de descobrir que havia passado a noite inteira de pé. De acordo com fontes, o papa, famoso por quebrar protocolos, não simpatizava com o "militarismo" da força promovida por Anrig. "É o fim de uma ditadura', afirmou um guarda depois de ser informado da saída de Anrig.
A Guarda Suíça do papa foi formada há 500 anos e é famosa por seus chamativos uniformes com faixas na cores azul, amarelo e vermelho. Armados apenas com alabardas (arma semelhante a um machado sustentada por uma longa haste), os soldados estão encarregados da vigilância e da ordem do pequeno território do Vaticano, de pouco mais de 44 hectares, garantindo a segurança do pontífice, além de ajudar diariamente os turistas e peregrinos que visitam seus jardins, museus e a Basílica de São Pedro. Além de ser suíço, para fazer parte da Guarda Suíça é preciso ser solteiro, ter entre 19 e 30 anos, medir ao menos 1,74 m, ser católico romano, ter uma reputação ilibada e conhecimentos de artes marciais.
(Com agência France-Presse
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