Bovespa cai mais de 4% com rumores sobre tributos
Índice fechou com todas ações no vermelho. Temores sobre aumento de tributos e dados ruins da China desestimularam negócios
Especulações sobre eventuais aumentos de tributos e dados ruins da China pressionaram a bolsa brasileira
O anúncio da nova equipe econômica na semana passada, com Joaquim Levy à frente do Ministério da Fazenda, agradou ao mercado, em um primeiro momento, ao sinalizar mudanças na atual política econômica. Mas os desafios à frente ainda inspiram cautela. Uma das preocupações de agentes de mercado é que ocorra eventuais aumentos tributários a partir do ano que vem.
Reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta segunda-feira que a nova equipe econômica vai optar pelo aumento de tributos para fechar as contas públicas. "Há preocupação sobre o que o governo pode vir a tributar e o mercado vai ficar bastante atento a isso", afirmou o gestor de uma administradora de recursos no Rio de Janeiro, que preferiu não ter o nome citado. O temor é de que a estratégia possa impactar companhias e investidores, acentuando as perdas na bolsa.
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Exterior - O mercado local já vinha pressionado pelo quadro negativo no exterior, após o Índice Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do HSBC/Markit mostrar que o crescimento nas fábricas da China estagnou em novembro, enquanto a produção encolheu pela primeira vez em seis meses, em novas evidências sobre a fraqueza da atividade chinesa. As notícias prejudicaram os papéis da Vale, que fecharam em queda de 4%, no caso das ações preferenciais (PNA, sem direito a voto). Já os papéis da Petrobras, afetados pelo quadro desfavorável para a companhia, envolvida em denúncias de corrupção e com elevado nível de endividamento, terminaram em baixa de mais de 5%, no caso das ações ordinárias (ON, com direito a voto).
Dólar - A moeda norte-americana recuou 0,51% e terminou o dia cotado a 2,5586 reais na venda. No mês passado, a divisa acumulou alta de 3,75%. Apesar da queda, os investidores ainda em dúvida sobre o futuro do programa de intervenções diárias no câmbio no próximo ano.
(Com agência Reuters)
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