Netanyahu demite ministros centristas e convoca eleições em Israel
O primeiro-ministro disse que não toleraria críticas às suas políticas vindas de dentro do governo. A coalizão foi empossada há apenas vinte meses
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (/Reuters)
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Entre as várias questões que dividem a base aliada, a mais recente é o controverso projeto de lei que define o país como Estado do povo judeu, aprovado pelo gabinete de Netanyahu. O texto ainda depende da aprovação do Parlamento, mas já opôs ministros de centro e direita e provocou forte rejeição dos árabes, que compõem cerca de 20% da população de Israel. Os dois ministros demitidos criticaram publicamente a medida, que, teme-se, pode elevar ainda mais a tensão na região. Lapid, líder do partido centrista Yesh Atid, disse que o projeto "é uma lei ruim, elaborada numa linguagem ruim". Livni, do partido de centro-direita Hatnuah, também votou contra o projeto.
Para analistas políticos, Netanyahu parece disposto a montar uma aliança que contemple mais partidos de direita e ultraortodoxos, mais receptivos ao seu plano de governo. Para Yehuda Bem Meir, um especialista da Universidade de Tel Aviv, o premiê pode ter se aproveitado das diferenças entre direita e centro para forçar uma crise na coalizão. A tendência é que a dissolução do Parlamento seja votada ainda nesta semana. Se aprovada, as novas eleições poderão ser realizadas já em março de 2015.
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