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Alckmin leva a Dilma obras de R$ 3,5 bilhões contra crise da água

Governador de São Paulo apresentou à presidente plano com 8 propostas e disse esperar que o governo federal contribua com 'o máximo que puder'

 
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), concede entrevista coletiva sobre a reunião que teve com a presidente Dilma Rousseff para tratar sobre a crise hídrica no estado, no Palácio do Planalto, em Brasília
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), concede entrevista coletiva sobre a reunião que teve com a presidente Dilma Rousseff para tratar sobre a crise hídrica no estado, no Palácio do Planalto, em Brasília
Em reunião com a presidente Dilma Rousseff nesta segunda-feira, no Palácio do Planalto, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, apresentou uma lista de oito propostas para combater a crise hídrica que assola o Estado. Juntas, as obras totalizam 3,5 bilhões de reais e têm prazo variável de conclusão das construções – a primeira prevista para sair do papel deve ser finalizada em agosto de 2015.
À presidente, o governador apresentou as seguintes sugestões: uma adutora para reforçar a captação do Rio Campinas, com prazo de nove meses; construção de Estação de Produção de Água de Reuso (Epar) para reforço do Sistema Guarapiranga, com previsão de um ano; interligação do rio Jaguari ao Atibainha, com prazo de 14 meses; construção de Epar para reforço do sistema Baixo Cotia, com prazo de 18 meses; sistema de adutor regional para PCJ, com prazo de 18 meses; interligação do rio Pequeno com o reservatório Rio Grande, com prazo de dois anos; 24 poços na região do aquífero Guarani, com prazo de dois anos; e a construção de dois reservatórios em Campinas, com prazo de 30 meses.
"O que nós propusemos ao governo federal foram novas obras, oito obras, e o valor dessas obras será de R$ 3,5 bilhões", declarou Alckmin. Sobre o financiamento das propostas, o governador explicou: "O governo de São Paulo precisará do máximo que (o governo federal) puder (contribuir)".

Especial: Tudo é água
Um grupo de trabalho formado por ministros e secretários do governo paulista vai se reunir na próxima segunda-feira para discutir a viabilidade das obras. “Apresentamos um conjunto de obras que já vêm sendo trabalhadas pelo governo do Estado, algumas já com licenciamento ambiental, e tivemos uma boa conversa sobre a possibilidade de recursos do Tesouro ou por meio de financiamento. Esse grupo foi estabelecido para a gente avançar nesse tema”, disse Alckmin após o encontro.
O governador reafirmou que “não há risco de racionamento” e ressaltou que as obras são a curto e médio prazo. “Não são obras para amanhã. As obras para amanhã já estão sendo feitas. Nós vamos entregar neste mês mais um metro cúbico por segundo do Guarapiranga. As obras já estão sendo realizadas”, disse Alckmin.
De acordo com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, a presidente Dilma "recebeu com bons olhos” a lista apresentada por Alckmin, mas ainda aguarda reunião do grupo de trabalho para definir o tamanho da ajuda que o governo federal concederá ao Estado. “O governo está disposto a contribuir com as soluções para o problema que São Paulo vive hoje. A situação é grave o suficiente para que esse assunto seja tratado”, afirmou a ministra.
Belchior ressaltou que durante o encontro não foi discutida a fonte que liberaria os recursos e nem a possibilidade de desoneração do PIS-Cofins para as empresas de saneamento. Mas, segundo ela, o governo federal está discutindo modificações no tributo e que, caso seja aprovada, a desoneração terá abrangência nacional e não será uma medida específica para o Estado de São Paulo.

Divergências – Embora a crise hídrica tenha sido explorada pelo PT ao longo da campanha eleitoral, Alckmin afirmou que a parceria entre o Estado de São Paulo e o governo federal “o palanque acabou”. “Agora temos de trabalhar juntos em benefício da população. Quem foi eleito, foi eleito para governar, não para fazer oposição. Oposição se faz no Parlamento. Quem é eleito tem de resolver os problemas e trabalhar juntos. As responsabilidades são concorrentes. Nós precisamos buscar interagir. Vamos divergir naquilo que tiver de divergir, mas também interagir naquilo que for de interesse da população”, disse.

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