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Eurogrupo avalia recompra da dívida grega


Medida discutida por grupo de ministros de Finanças envolve 40 bi dos títulos do país 

 
Os ministros de Finanças da zona do euro (Eurogrupo) consideravam ontem permitir que Atenas recompre até 40 bilhões dos títulos gregos detidos por investidores privados, com desconto, como uma das alternativas para reduzir a dívida pública do país para 120% do Produto Interno Bruto nos próximos oito anos.

A caminho da segunda reunião do Eurogrupo nas últimas semanas, seu presidente, Jean-Claude Juncker, estava cautelosamente otimista de que uma solução definitiva poderia ser encontrada. "Nós ainda temos de nos entender em muitos detalhes. Eu gosto de pensar que as chances de que chegaremos a uma solução final ainda esta noite (ontem) são boas", disse ele a repórteres. "Mas eu não estou inteiramente certo."
A cautela de Juncker refletia as complexas alternativas que seriam discutidas e as diferentes posições políticas do grupo. Dentro da proposta discutida pelos ministros, a Grécia ofereceria aos credores privados cerca de 30 centavos por euro da dívida grega, permitindo que o país pagasse uma parte de suas obrigações que estão perto do vencimento, explicou uma fonte envolvida nas negociações.
Os ministros, que não conseguiram chegar a um acordo na semana passada, também discutiram garantir à Grécia uma moratória de dez anos para o pagamento dos juros sobre os 130 bilhões recebidos pelo país do fundo de emergência da zona do euro, o que garantiria a Atenas uma economia de 44 bilhões.
Existia ainda a possibilidade de uma redução dos juros dos empréstimos feitos diretamente ao governo grego pelos países da zona do eruo dos 1,5% para somente 0,25%, embora a fonte tenha dito que essa solução enfrenta a oposição da Alemanha.
As múltiplas alternativas mostram a determinação do grupo para resolver os problemas da dívida quase três após eles terem se manifestado e contagiado outros países da região.
Além dos 17 ministros dos países da zona do eruo, o encontro teve a participação da diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi.
Divergências. O FMI, que participou de dois resgates à Grécia desde 2010, defende que a dívida do país seja reduzida a 120% do PIB até 2020 para ser sustentável a longo prazo. Se isso não for possível, existe o risco de o FMI abandonar os esforços para estabilizar a Grécia.
No encontro da semana passada, foram reveladas fortes divergências entre o FMI e a União Europeia, reiteradas ontem, com Juncker defendendo que a redução da dívida da Grécia para 120% do PIB deveria ter como meta apenas 2022. Para Lagarde, solução inaceitável.
Na reunião de ontem, os ministros teriam concordado em manter 2020 como meta para a redução da dívida, mas sem definir o conjunto de medidas que deveria ser adotado para atingir essa meta. Projeções atuais apontam que em oito anos a dívida grega deve chegar a 145% do PIB, o que significa que para que a Grécia volte aos trilhos é preciso que as autoridades encontrem medidas que totalizem cortes de 25 pontos porcentuais do PIB, ou 50 bilhões.
A pressão para que a zona do euro chegue a um acordo é muito forte não só porque o país está ficando sem recursos para saldar suas obrigações e o mercado financeiro exige uma imediata solução, mas porque a Grécia já tomou todos os passos que foram exigidos: cortou gastos e aumentou impostos, "Está claro que a Grécia tem colaborado", disse

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