Secretário americano diz que Kim Jong-un é ‘irresponsável e cruel’
O secretário de Estado americano John Kerry descreveu o ditador norte-coreano Kim Jong-un como "irresponsável e inseguro" depois da execução de Jang Song-thaek. Segundo Kerry, as ações do norte-coreano ressaltam a necessidade de se manter contra o programa nuclear de Pyongyang. Na última semana, Kim mandou matar o tio – considerado um dos homens fortes do regime – acusando-o de traição.
“Isso nos diz muito sobre como, acima de tudo, ele é cruel e irresponsável. Isso também nos mostra o quanto ele é inseguro”, disse Kerry, em entrevista à rede americana ABC. O secretário acrescentou que o ditador ainda está preocupado com seu lugar na estrutura de poder, por isso “manobra para eliminar qualquer adversário em potencial”.
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Kerry lembrou que a execução de Jang não foi a primeira depois que Kim Jong-un assumiu o poder, depois da morte do pai, Kim Jong-il, no final de 2011. “Isso nos diz muito sobre a instabilidade interna do regime. É um mau sinal da instabilidade e do perigo existentes”.
Kim, que teria perto de 30 anos de idade, já realizou dois testes com mísseis de longo alcance e um teste nuclear, desafiando as sanções impostas pela ONU. A natureza do regime e as ações do ditador exige que China, Rússia, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos se unam na pressão o programa nuclear norte-coreano. “Ter uma bomba atômica potencialmente nas mãos de alguém como Kim Jong-un se torna algo cada vez menos aceitável”, disse o diplomata.
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Antes de ser executado, Jang foi destituído de suas funções, acusado de fraude financeira, corrupção, jogatina, abuso de álcool e uso de drogas. Ele também foi condenado por ser mulherengo, por não aplaudir Kim de forma entusiasmada quando ele assumiu o poder e por não ter dado instruções claras às forças de segurança sobre a instalação de um bloco de granito com a assinatura do ditador – que foi colocado em uma esquina sombreada e não em frete à sede do governo. Além disso, ele também foi criticado por comer em restaurantes caros e buscar tratamento médico em países estrangeiros. Fontes sul-coreanas informaram que Lee Yong-ha e Jang Soo-kee, dois aliados do tio de Kim Jong-un, também foram executados recentemente.
(Com agência Reuters)
Para John Kerry, execução de Jang Song-thaek demonstra necessidade de se manter a pressão contra o programa nuclear de Pyongyang
Acusado de traição, Jang Song-thaek, tio do ditador Kim Jong-un, foi condenado por um tribunal militar e executado na Coreia do Norte (Reuters)
“Isso nos diz muito sobre como, acima de tudo, ele é cruel e irresponsável. Isso também nos mostra o quanto ele é inseguro”, disse Kerry, em entrevista à rede americana ABC. O secretário acrescentou que o ditador ainda está preocupado com seu lugar na estrutura de poder, por isso “manobra para eliminar qualquer adversário em potencial”.
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Kerry lembrou que a execução de Jang não foi a primeira depois que Kim Jong-un assumiu o poder, depois da morte do pai, Kim Jong-il, no final de 2011. “Isso nos diz muito sobre a instabilidade interna do regime. É um mau sinal da instabilidade e do perigo existentes”.
Kim, que teria perto de 30 anos de idade, já realizou dois testes com mísseis de longo alcance e um teste nuclear, desafiando as sanções impostas pela ONU. A natureza do regime e as ações do ditador exige que China, Rússia, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos se unam na pressão o programa nuclear norte-coreano. “Ter uma bomba atômica potencialmente nas mãos de alguém como Kim Jong-un se torna algo cada vez menos aceitável”, disse o diplomata.
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Antes de ser executado, Jang foi destituído de suas funções, acusado de fraude financeira, corrupção, jogatina, abuso de álcool e uso de drogas. Ele também foi condenado por ser mulherengo, por não aplaudir Kim de forma entusiasmada quando ele assumiu o poder e por não ter dado instruções claras às forças de segurança sobre a instalação de um bloco de granito com a assinatura do ditador – que foi colocado em uma esquina sombreada e não em frete à sede do governo. Além disso, ele também foi criticado por comer em restaurantes caros e buscar tratamento médico em países estrangeiros. Fontes sul-coreanas informaram que Lee Yong-ha e Jang Soo-kee, dois aliados do tio de Kim Jong-un, também foram executados recentemente.
(Com agência Reuters)
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