Bachelet e Matthei encerram campanha no Chile
Última pesquisa divulgada aponta 63% das intenções de voto para a ex-presidente, contra 33,7% para a candidata governista. Eleição será no domingo
Bachelet, que governou o Chile entre 2006 e 2010, encerrou a campanha no Estádio Nacional de Santiago, diante de mais de 6.000 pessoas. "Podemos fazer do Chile um país desenvolvido de verdade", afirmou a candidata de 62 anos, que promete um ambicioso plano para corrigir o modelo econômico e político herdado da ditadura de Augusto Pinochet, que prevê uma reforma tributária, educação universitária gratuita e a mudança da Constituição. "Esta eleição é muito mais que escolher entre uma candidata ou outra. Não se trata de escolher entre duas mulheres, como gosta de dizer a imprensa, aqui temos uma diferença fundamental de como conduzir o país”, completou.
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Em Temuco, a 800 quilômetros ao sul de Santiago, Matthei fez um comício voltado para a classe média, prometendo manter a atual prosperidade do Chile. Acompanhada por figuras jovens e emergentes da direita chilena, a ex-ministra do Trabalho do presidente Sebastián Piñera afirmou que o principal foco do seu governo será a classe média. "Não podemos permitir que eles façam experiências que deram resultados tão negativos em outros países", destacou Matthei, em referência ao programa de reformas proposto pela socialista Bachelet. "Acredito profundamente que os chilenos devem se sentir muito orgulhosos do que estamos construindo. O Chile é um dos melhores países da América Latina", afirmou Matthei, enfatizando sua promessa de continuidade das políticas de Piñera.
A missão de Matthei, no entanto, é duríssima, já que última pesquisa, conduzida pela Universidade de Santiago e o Instituto Ipsos, aponta 63% das intenções de voto para Bachelet, contra 33,7% para a candidata de Piñera. Para o segundo turno estão inscritos 13,4 milhões de eleitores, mas o voto não é mais obrigatório no Chile e a abstenção no primeiro turno foi de 44%, segundo dados do governo.
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Promeiro-turno – Além de ter terminado o primeiro turno liderando a eleição presidencial chilena, a coalizão Nova Maioria, da candidata Michelle Bachelet, ampliou sua presença na Câmara e no Senado. Ainda assim, esse número é insuficiente para que Bachelet, caso seja eleita no segundo turno, consiga levar adiante todas as suas propostas de reforma apenas com os deputados e senadores da sua coalizão.
Após a contagem de votos, a Nova Maioria, formada por vários partidos de esquerda, ficou com 67 das 120 cadeiras na Câmara - ampliando em dez o seu número de deputados. A Aliança, de centro-direita, conseguiu 49 – sua bancada perdeu seis membros. Também foram eleitos quatro independentes. No Senado, as eleições para vinte das 38 cadeiras da Casa que deveriam ser renovadas resultaram em uma composição quase semelhante à atual: a Nova Maioria ganhou mais um senador, ficando com 21, e a Aliança permaneceu com os mesmo dezesseis. Os independentes encolheram de dois para um.
(Com agência France-Presse)
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