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Corpo de Nelson Mandela é enterrado em Qunu

Líderes de diversos países compareceram ao funeral no vilarejo do líder sul-africano

 
 
Nelson Mandela foi enterrado neste domingo às 12h45 locais (8h45 de Brasília) na aldeia de Qunu, onde ele passou a infância, no sudeste da África do Sul, após um funeral de Estado. O ex-presidente sul-africano foi sepultado em estrita intimidade, acompanhado unicamente por sua família, seus amigos mais próximos e alguns convidados, informou a agência de notícias local "Sapa".
Apenas familiares e amigos próximos acompanharam o sepultamento - Elmond Jiyane/AP
AP
Apenas familiares e amigos próximos acompanharam o sepultamento


O funeral de Estado de Nelson Mandela começou às 8h10 (horário local, 4h10 de Brasília). O ofício religioso foi celebrado em uma grande tenda instalada no sítio de Mandela para 5.000 pessoas, entre elas a família do ex-presidente e líderes de diferentes países.

O caixão percorreu o trajeto, entre a casa de Mandela e a tenda, em um reboque de um caminhão militar e envolvido na bandeira da África do Sul. Uma guarda militar escoltou o corpo, que avançou rumo ao local do funeral ao compasso de marchas militares e enquanto os canhões disparavam salvas em honra a Mandela.

Levado por generais, o caixão entrou na tenda seguido pelo presidente da África do Sul, Jacob Zuma, o neto mais velho do ex-presidente, Mandla Mandela, e, em uma segunda linha, a viúva de Mandela, Graça Machel, e sua ex-esposa, Winnie Madikizela-Mandela. O coro entoou o hino religioso "Lizalis' idinga lakho" para dar início à cerimônia. O caixão com o corpo de Mandela foi colocado diante do palco branco, em cujo fundo se podem ver velas e uma grande imagem do rosto sorridente do líder sul-africano.

Antes da cerimônia, a filha mais velha do antigo ativista contra o "apartheid", Makaziwe Mandela, foi vista falando com outros membros da família.

Entre os presentes estavam líderes religiosos de diferentes confissões, o príncipe Charles da Inglaterra, o príncipe Albert de Mônaco e líderes de países como Malavi e Tanzânia.

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