Irã diz que sanções são ‘desumanas’ e rejeita negociação
UE aprovou um novo pacote de sanções contra Teerã por programa nuclear
Imagem de satélite mostra
a usina nuclear iraniana de Fordo, onde o país começou a enriquecer urânio em
uma proporção maior do que a usada em fins civis
O Irã classificou nesta terça-feira as novas
sanções impostas pela União Europeia (UE) como ‘desumanas’ e
rejeitou novas negociações sobre seu controverso programa
nuclear. As novas sanções da UE atingem grandes estatais iranianas
de gás e petróleo e intensificam as restrições ao Banco Central do Irã.
A declarações são do porta-voz do Ministério das
Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, segundo o qual as sanções
europeias, chamadas por ele de ‘desumanas, ilegais e insensatas’, não forçarão o
país a diminuir o ritmo
de seu enriquecimento de urânio. “Eles não podem forçar a nação
iraniana a se render, esse tipo de atitude encorajará a nação iraniana a
continuar seu próprio caminho, mais forte”, afirmou.
Entre as novas medidas está a proibição de compra e venda de metais e de gás natural. As regras também colocam mais empecilhos na realização de transações comerciais com o país. Tanto a União Europeia como os EUA mantêm sanções financeiras a Teerã e aos bancos iranianos, inclusive o Banco Central – fato que vem provocando dificuldades para se obter divisas no país.
Nesta terça-feira, a China, maior compradora do petróleo iraniano, saiu em defesa da República Islâmica e criticou o novo pacote de sanções europeias. "Nós nos opomos à imposição de sanções unilaterais ao Irã, e acreditamos que usar sanções para exercer pressão não pode resolver fundamentalmente a questão nuclear do Irã", disse o porta-voz da chancelaria chinesa Hong Lei.
"Isso só pode tornar a situação mais complexa e
intensificar o confronto... Esperamos que todas as partes relevantes possam
demonstrar flexibilidade, aumentar a comunicação e pressionar por uma nova
rodada de discussões assim que for possível”,
completou.
Histórico – Há cerca de dois anos, os países ocidentais impõem de forma progressiva um embargo econômico contra o Irã que provocou uma queda das exportações e da produção petroleira, além de uma desvalorização da moeda, o rial, devido à escassez de divisas, uma desaceleração da economia e um aumento do desemprego.
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