Hollande defende que zona do euro use mecanismos de combate à crise
Para o presidente francês, o fundo de resgate europeu deveria ser acionado
PARIS - O presidente da França, François Hollande, defendeu em entrevista publicada nesta quarta-feira, 17 em vários jornais europeus que a zona do euro use os mecanismos de que dispõe para combater a crise, inclusive o programa de compras de bônus do Banco Central Europeu (BCE).
"Temos todos os meios para agir - o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês), as regras do BCE para intervenções. Então, vamos usá-los", disse Hollande em entrevista ao Le Monde, The Guardian, El País, Gaxeta Wyborcza, La Stampa e Süddeutsche Zeitung.
O BCE anunciou no mês passado que está preparado para iniciar um novo programa de compras de bônus de economias problemáticas da zona do euro, mas apenas se receber dos governos locais pedidos de empréstimo do ESM, que dispõe de 500 bilhões de euros. O governo da Espanha é o único que considera pedir assistência, mas continua indeciso.
Ainda na entrevista, Hollande disse que a Espanha precisa saber as condições exatas que terá de cumprir para receber ajuda e comentou que "agora não é hora de dificultar as coisas" para Madri.
Hollande defendeu ainda que países superavitários deveriam estimular a demanda doméstica com aumentos salariais e cortes de impostos.
Perguntado se pode haver um acordo para reduzir as metas de déficit na Europa, Hollande disse que a discussão sobre o assunto ocorrerá no ano que vem, mas reiterou o compromisso da França de diminuir seu déficit para 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013.
Hollande também pediu uma união política mais forte na zona do euro e disse ser a favor de reuniões mensais de líderes de Estado do bloco do euro
"Temos todos os meios para agir - o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês), as regras do BCE para intervenções. Então, vamos usá-los", disse Hollande em entrevista ao Le Monde, The Guardian, El País, Gaxeta Wyborcza, La Stampa e Süddeutsche Zeitung.
O BCE anunciou no mês passado que está preparado para iniciar um novo programa de compras de bônus de economias problemáticas da zona do euro, mas apenas se receber dos governos locais pedidos de empréstimo do ESM, que dispõe de 500 bilhões de euros. O governo da Espanha é o único que considera pedir assistência, mas continua indeciso.
Ainda na entrevista, Hollande disse que a Espanha precisa saber as condições exatas que terá de cumprir para receber ajuda e comentou que "agora não é hora de dificultar as coisas" para Madri.
Hollande defendeu ainda que países superavitários deveriam estimular a demanda doméstica com aumentos salariais e cortes de impostos.
Perguntado se pode haver um acordo para reduzir as metas de déficit na Europa, Hollande disse que a discussão sobre o assunto ocorrerá no ano que vem, mas reiterou o compromisso da França de diminuir seu déficit para 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013.
Hollande também pediu uma união política mais forte na zona do euro e disse ser a favor de reuniões mensais de líderes de Estado do bloco do euro
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