Enviado da ONU na Síria pede que governo inicie trégua
Para Lakhdar Brahimi, maior barreira é a falta de uma liderança rebelde unificada
BEIRUTE, LÍBANO - O enviado internacional para o conflito da Síria, Lakhdar
Brahimi, pediu nesta quarta-feira, 17, ao regime do presidente Bashar Assad que
lidere uma proposta de cessar-fogo durante um feriado muçulmano, que acontecerá
no final deste mês.
Tanto o regime de Assad quanto os rebeldes ignoraram o acordo de trégua anterior. Brahimi reconheceu que um cessar-fogo, se respeitado, seria um passo "microscópico" na direção do fim dos 19 meses de violência na Síria. Ativistas afirmam que mais de 33 mil pessoas foram mortas nesse período.
França
O ministro de Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, afirmou que a Força Aérea síria está usando as chamadas "bombas de barril", artefatos improvisados que consistem em barris cheios de dinamite, que causam sérios danos aos locais atingidos.
Fabius declarou nesta quarta-feira que o regime presidente Bashar Assad "entrou numa nova fase de violência com o uso de jatos MIG e o lançamento de barris de dinamite".
As declarações foram feitas durante uma reunião, realizada em Paris, que tem como objetivo estender a iniciativa francesa de enviar ajuda direta a conselhos locais nas chamadas zonas liberadas sírias. Cerca de 20 países participam do encontro.
Brahimi disse que oposição vai aderir à
trégua
Veja também:
Rebeldes
sírios concordam em formar liderança unificada, dizem
fontes
Síria
nega uso de bombas de fragmentação
CURTA
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Em Beirute, no Líbano, Brahimi declarou que se o governo der o primeiro passo todos os membros da oposição, com quem ele conversou, também vão aderir à trégua.
Antes das declarações de Brahimi, um jornal estatal sírio publicou que a
maior barreira para a proposta de trégua é a falta de uma liderança rebelde
unificada, com a qual seja possível negociar. Em Beirute, no Líbano, Brahimi declarou que se o governo der o primeiro passo todos os membros da oposição, com quem ele conversou, também vão aderir à trégua.
Tanto o regime de Assad quanto os rebeldes ignoraram o acordo de trégua anterior. Brahimi reconheceu que um cessar-fogo, se respeitado, seria um passo "microscópico" na direção do fim dos 19 meses de violência na Síria. Ativistas afirmam que mais de 33 mil pessoas foram mortas nesse período.
França
O ministro de Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, afirmou que a Força Aérea síria está usando as chamadas "bombas de barril", artefatos improvisados que consistem em barris cheios de dinamite, que causam sérios danos aos locais atingidos.
Fabius declarou nesta quarta-feira que o regime presidente Bashar Assad "entrou numa nova fase de violência com o uso de jatos MIG e o lançamento de barris de dinamite".
As declarações foram feitas durante uma reunião, realizada em Paris, que tem como objetivo estender a iniciativa francesa de enviar ajuda direta a conselhos locais nas chamadas zonas liberadas sírias. Cerca de 20 países participam do encontro.
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