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Saudita que foi braço direito de Bin Laden é condenado à prisão perpétua nos EUA

Khalid al-Fawwaz foi apontado como responsável pela comunicação da Al Qaeda. A condenação foi por ligação com atentados contra embaixadas americanas na África

Ilustração mostra Khalid al-Fawwaz, de 52 anos, durante leitura da sentença em uma corte federal de Nova York que o condenou à prisão perpétua por ligação com o terrorismo
Ilustração mostra Khalid al-Fawwaz, de 52 anos, durante leitura da sentença em uma corte federal de Nova York que o condenou à prisão perpétua por ligação com o terrorismo(/Reuters)
Um terrorista que foi braço direito de Osama Bin Laden foi condenado nesta sexta-feira à prisão perpétua por ligação com os atentados contra as embaixadas dos Estados Unidos no Quênia e na Tanzânia, em 1998. Os ataques deixaram 224 mortos e mais de 4.000 feridos.
O saudita Khalid al-Fawwaz, de 52 anos, foi apontado como o responsável por disseminar as mensagens da Al Qaeda no Ocidente e enviar ajuda aos jihadistas na África. Segundo as autoridades, ele também coordenou um campo de treinamento da rede terrorista no Afeganistão nos anos 1990, e ajudou a implantar uma célula jihadista em Nairóbi que depois realizou o ataque.
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O terrorista foi preso em Londres no mesmo ano em que os atentados foram perpetrados. Na capital britânica ele operava a base de comunicação do grupo terrorista. Catorze anos depois, o extremista foi extraditado para os Estados Unidos. Em fevereiro deste ano ele foi condenado com base em quatro acusações de conspiração.
O promotor Preet Bharara afirmou nesta sexta, em comunicado, que Fawwaz "conspirou com um regime assassino, e o resultado foi uma horrível ferramenta de terror e morte". "O preço que ele vai pagar, severo da forma apropriada, nunca poderá compensar as vítimas e seus familiares".
A segurança foi reforçada no tribunal de Manhattan onde a sentença foi anunciada. A defesa tentou passar a imagem de que Fawwaz era um dissidente político pacífico e não um terrorista violento.
Fawwaz é o 10º réu condenado por ligação com os atentados contra as embaixadas, informou a promotoria.
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