Execução do ministro da Defesa norte-coreano levanta dúvidas
Os primeiros indícios apontavam que Kim Jong-un havia mandado matar o desafeto com uma bateria antiaérea. Isolamento do país dificulta a confirmação de informações
Nesta semana, a agência de inteligência da Coreia do Sul divulgou que o ministro norte-coreano da Defesa, Hyon Yong-Chol, foi executado com armamento pesado por ter cochilado durante uma cerimônia oficial. Nesta sexta-feira, porém, surgiram dúvidas sobre os detalhes da execução.
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De acordo com o jornal New York Times , Hyon pôde ser visto em vídeos de propaganda antigos que foram transmitidos durante esta semana. Eles mostravam imagens de Hyon ao lado de Kim. Como o ditador tem o costume de apagar seus expurgos dos registros oficiais - repetindo a estratégia do soviético Josef Stálin - as imagens podem ser um indício de que Hyon esteja vivo.
O jornal The Washington Post salientou que imagens de satélite divulgadas no dia 1 de maio mostravam um canhão antiaéreo mirando em alvos a uma curta distância. Ativistas especializados em monitorar a situação política da Coreia do Norte haviam chamado a atenção para o fato de os alvos serem "semelhantes" a corpos de pessoas amarradas.
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