Banqueiros fazem manifesto pedindo mais regulação para evitar nova bolha
Presidentes de bancos como UBS e HSBC redigem um documento pedindo melhora nas políticas de controle de fluxo de capitais, temendo um revés nos mercados emergentes
Os banqueiros alertam que a regulação financeira global, tal como é hoje, coloca em risco o sistema bancário. Eles citam as chamadas medidas macroprudenciais, colocadas em prática após a crise de 2008, como necessárias, porém, insuficientes para conter os riscos inerentes à economia. Tais medidas foram criadas como alternativa à elevação dos juros na tarefa de impedir uma nova bolha no mercado imobiliário. Elas consistem no estabelecimento de limites de crédito e endividamento em relação à renda dos tomadores de empréstimo, entre outras ferramentas. Tais medidas visam, sobretudo, o controle das operações de bancos comerciais. Portanto, atuam para evitar a bolha na ponta dos compradores de imóveis.
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Outro ponto de atenção incorre sobre os mercados emergentes, em especial o mercado de capitais na China. Segundo os banqueiros, trata-se de um cenário de 'exuberância' decorrente dos juros baixíssimos na economia americana - e que acabam fazendo com que o dinheiro migre em massa para outros destinos com melhores retornos. Para se ter uma ideia, o índice SSE, da Bolsa de Shangai, se valorizou 111% nos últimos doze meses. No mesmo período, o Dow Jones subiu 2,67%.
Ao mencionarem o risco sistêmico, os banqueiros direcionam o alerta ao mercado americano, que, segundo eles, é um dos que possui sistema de governança mais fragmentado. A regulação de diversos segmentos financeiros é gerida por agências separadas, o que coloca em xeque sua eficácia.
Segundo Matthew Blake, diretor da área de mercado de capitais do Fórum, a ideia do manifesto é levantar a discussão sobre o tema, que parece ter caído em esquecimento após a crise de 2008. "O grupo espera que esse documento contribua para o diálogo entre governos, indústria, academia e sociedade sobre como equilibrar a estabilidade financeira ao crescimento econômico", afirma.
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