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Governo precisa reduzir despesas ao nível de 2013, diz Levy

Para ministro, retomada do crescimento passa por dois fatores: completar o ajuste no Congresso e retomar confiança do setor privado para investimentos

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy
O ministro da Fazenda, (Reuters)
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou na manhã deste sábado que há mudança da economia em nível global, que inclui a queda do preço das commodities, e que o Brasil está acompanhando este cenário. "Estamos passando por momento de ajuste e de transformação", disse em entrevista coletiva em Florianópolis (SC). Segundo ele, num momento em que o mundo todo está mudando o Brasil tem de mudar, por meio do ajuste fiscal, porque "é importante ter as contas em dia". Levy acrescentou que o País também vai mudar pela força da economia. "O Brasil está aumentando as exportações, quer ser mais competitivo", disse.
Levy também afirmou que o governo deve reduzir suas despesas ao nível de 2013. "O ano de 2014 foi além do que a gente pode suportar. 2013 foi um ano bom, uma boa linha de referência", disse Levy a jornalistas em Florianópolis, sem detalhar o volume da redução dos gastos públicos. O ministro da Fazenda ressaltou que seu objetivo é manter "a disciplina" nas contas públicas, que terminaram com um avultado déficit em 2014. Levy disse ainda que participará neste domingo de uma reunião com a presidente Dilma Rousseff e outros ministros em Brasília, na qual avaliarão novos cortes no orçamento para este ano, embora este encontro ainda não conste da agenda oficial da presidência.
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De acordo com o ministro, a retomada do crescimento brasileiro passa basicamente por dois fatores: completar o ajuste fiscal de maneira "robusta" no Congresso e retomar confiança do setor privado para investimentos. "Inclui votação no Congresso, evitar novos riscos fiscais, riscos de despesas que possam ter efeito no médio e longo prazo, e inclui ter confiança do setor privado, para que esteja disposto a crescer", explicou. "Se isso acontecer, acho que 2016 pode ser um ano de notícias boas."
O ministro cumpre agenda extensa neste sábado em Santa Catarina, que inclui palestra a lideranças, em Florianópolis, almoço com empresários e visitas a fábricas em Joinville. No fim do dia, ele também deve participar da missa de sétimo dia do senador Luiz Henrique da Silveira.
Ao assumir o cargo de ministro, Levy fixou como objetivo obter um superávit fiscal primário, antes do pagamento dos juros da dívida, equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2014, o Brasil teve um déficit primário equivalente a 0,63% do PIB e um déficit fiscal (levando em conta o pagamento dos juros da dívida) de 6,7% do PIB, os piores resultados do país desde 2002.
(Com Estadão Conteúdo)

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