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Metrô opera parcialmente; protesto termina em confronto

Paralisação, considerada abusiva pela Justiça, chega ao quinto dia nesta segunda. Trânsito na capital sofre os reflexos: lentidão passa dos 100 km


A greve dos metroviários completa cinco dias nesta segunda-feira – e, a exemplo do que ocorre desde quinta-feira, torna muito difícil a vida dos paulistanos. Apenas a linha 5-Lilás (Capão Redondo-Largo Treze) e a linha 4-Amarela, administrada sob concessão pública pela iniciativa privada, operam em toda sua extensão. As demais linhas têm funcionamento parcial: a linha 1-Azul opera entre as estações Paraíso e Luz, a 2-Verde entre Paraíso e Clínicas, e a 3-Vermelha entre Bresser-Mooca e Santa Cecília. Os trens da CPTM e os ônibus operam normalmente da capital paulista. Às 7h45, a cidade registrava 144 quilômetros de vias congestionadas.
A manhã também foi marcada por confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque da Polícia Militar na estação Ana Rosa – grevistas uniram-se ao Movimento Passe Livre para fechar não apenas o acesso à estação, como a Rua Vergueiro, nos arredores do metrô. Os PMs utilizaram bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes.
Os metroviários optaram por manter a greve em assembleia realizada na tarde deste domingo, apesar da Justiça ter considerada a paralisação abusiva. Às 13 horas desta segunda está prevista uma nova reunião para definir os rumos do movimento.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) definiu o reajuste salarial da categoria em 8,7% e estabeleceu o piso dos engenheiros em 6.154,00 reais. Além disso, caso a greve continue, além da multa já estabelecida de R$ 100 mil por dia pela vice-presidente judicial do TRT Rilma Aparecida Hemetério, foi arbitrada multa adicional de 400.000 reais ao sindicato da categoria, o que totaliza 500.000 reais por dia, em valores a serem revertidos para o Hospital do Câncer de São Paulo.
A greve foi considerada abusiva por unanimidade e não foi enquadrada como ilegal porque, de acordo com o TRT, o termo restringe-se apenas à paralisação patronal (lockout) e a dos militares. "O direito de greve não pode ser balizado em autoritarismo ou no exercício arbitrário de escolhas subjetivas. Não houve atendimento mínimo à população, gerando grande transtorno, inclusive, no âmbito da segurança pública", destacou o desembargador Rafael Pugliese, presidente da seção de Dissídios Coletivos (SDC). O julgamento concluiu pela autorização do desconto pelos dias parados, além de não assegurar a estabilidade dos grevistas.

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