Greve do metrô afeta 3 linhas; piquete termina em confronto
Trechos das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha abriram por volta das 7h. Linhas Lilás e Amarela funcionam normalmente
Trabalhadores decidem pela continuidade da greve por tempo intederminado durante Assembleia de Metroviários para definir os rumos da campanha salarial 2014, no Sindicato dos Metroviários em São Paulo (SP), nesta quinta-feira
Em seu segundo dia, a greve dos metroviários de São Paulo paralisa parte das linhas do metrô na manhã desta sexta-feira: o trecho entre Bresser-Mooca e Santa Cecília da linha 3-Vermelha foi aberto às 7h13. Já trechos das linhas 2-Verde e 1- Azul começaram a operar por volta das 7 horas: a linha Azul funciona entre Paraíso e Luz, e a Verde entre Paraíso e Clínicas. A linha 5-Lilás começou a funcionar às 5h30 e a linha 4-Amarela, operada pela iniciativa privada, funciona normalmente. Depois da direção do metrô ter conseguido abrir até 41 estações no primeiro dia da greve, diminuindo os problemas para os cerca de 4 milhões de usuários do sistema, os grevistas decidiram realizar piquetes em estações como Jabaquara e Ana Rosa para impedir a saída de trens nesta sexta. Em Ana Rosa, a manifestação terminou em confronto com a Polícia Militar, que utilizou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os grevistas. Nesta sexta, a seleção brasileira entra em campo no estádio do Morumbi, contra a Sérvia, às 16 horas, para seu último amistoso antes da abertura da Copa do Mundo.
No começo da manhã, pelo Twitter oficial do metrô, a companhia que administra o sistema informou que havia "impedimento da entrada de funcionários nos postos de trabalho por grevistas". O resultado foi a paralisação quase completa da rede nas primeiras horas do dia.
Os ônibus da capital circulam normalmente, assim como os trens da CPTM, a não ser na estação Corinthians-Itaquera, onde o acesso à plataforma é bloqueado pelos portões fechados do metrô. Já o rodízio de veículos está suspenso pelo segundo dia seguido – por causa da greve dos agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que acabou suspensa na noite desta quinta, foi registrado o maior congestionamento do ano na capital para o dia e horário: 209 quilômetros de filas foram registrados às 9h30.
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Em reunião na sede do sindicato nesta sexta-feira, os metroviários rejeitaram a proposta de reajuste de 8,7% feita pelo governo paulista e decidou manter a paralisação das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. A categoria exige aumento de 12,2%.
O governo de São Paulo acionou o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) por considerar a greve abusiva. O Tribunal de Justiça de São Paulo marcou para sábado o julgamento da liminar que obriga os funcionários a manter 100% da frota funcionando em horário de pico, e 70% no restante do dia. Mais cedo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) criticou os grevistas: "Não tem o menor sentido uma greve que prejudica a população, [feita por] um pequeno grupo muito político [que visa] levar a consequências [como] paralisação, caos, bagunça, sem a menor razão de ser".
Na assembleia desta sexta, os metroviários prometeram intensificar os piquetes nas estações Jabaquara e Ana Rosa e programaram uma passeata no bairro do Tatuapé, na Zona Leste, para as 17 horas, horário em que foi agendada nova reunião da categoria na sede do sindicato
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