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Ibovespa sobe 2% e se aproxima de máxima do ano

A Bolsa voltou a ser impulsionada pelas pesquisas eleitorais; dólar caiu quase 1% após o BC anunciar continuidade do programa de intervenções no mercado de câmbio

Nenhum papel fechou em baixa nesta segunda-feira e, em duas sessões, a Bolsa já subiu 5,26%.
Nenhum papel fechou em baixa nesta segunda-feira e, em duas sessões, a Bolsa já subiu 5,26%.
O Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, subiu 2,15% nesta segunda-feira e fechou aos 54.273 pontos, aproximando-se da máxima de fechamento deste ano, de 54.412 pontos, em 14 de maio. A alta da Bolsa foi provocada por investidores apostando em novas pesquisas eleitorais desfavoráveis ao governo da presidente Dilma Rousseff.
Nenhum papel fechou em baixa nesta segunda-feira e, em duas sessões, a Bolsa acumula 5,26% de alta. Na última sexta, o Ibovespa disparou e fechou a sessão com alta de 3,04%, a maior variação desde a escalada de 3,5% de 27 de março deste ano. O principal impulso foram os papeis das estatais, que subiram após o Instituto Datafolha divulgar pesquisa em que as intenções de voto em Dilma foram reduzidas.
No início do dia, dados da China deram sustentação aos negócios no mercado financeiro. Ao longo da sessão, entretanto, o mercado se voltou para a expectativa com uma pesquisa de intenção de voto do Ibope, prevista para terça-feira, e do Vox Populi, para quarta. Além disso, saiu nesta segunda o detalhamento da pesquisa Datafolha, em São Paulo, que mostrou que a presidente Dilma tem 23% das intenções de voto no Estado, tecnicamente empatada com Aécio Neves, com 20%.
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A Petrobras registrou recuperação ao longo da sessão e terminou com alta de 1,38% nas ações ordinárias (ON, com direito a voto no conselho de administração) e 2,21% nas ações preferenciais (PN, sem direito a voto). Outra estatal, a Eletrobras teve ganho de 1,12% na ON e de 1,93% na PN. O Banco do Brasil viu sua ação subir 2,91%, também influenciada pela notícia de que houve a aprovação de um novo programa para adquirir até 50 milhões de ações em até um ano.
Câmbio — Diante da certeza de que o Banco Central vai estender suas intervenções no câmbio no segundo semestre, o dólar recuou 0,83%, para 2,23 reais na venda, chegando a 2,22 reais na mínima do dia. Na semana passada, a moeda norte-americana chegou a se aproximar do patamar de 2,30 reais com o mercado especulando sobre as futuras ações do BC.
O volume financeiro ficou em torno de 1,7 bilhão de dólares, segundo a BM&F. "Com a renovação da intervenção, tira a pressão (sobre o câmbio) dos últimos dias", afirmou o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, para quem a banda informal de 2,20 a 2,25 reais deve voltar a prevalecer.
Na noite de sexta-feira, o BC informou que estenderá seu programa de intervenção diária no câmbio para além de junho, mas não forneceu detalhes de como fará isso. O atual volume - de até 4 mil contratos de swaps (de venda de dólares no mercado futuro) por dia - deve ser reduzido, segundo informações obtidas pela Reuters junto ao governo.
(com Estadão Conteúdo e agência Reuters)

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