Coreias terminam sem acordo primeira reunião diplomática em sete anos
O único ponto em que Seul e Pyongyang concordaram é a necessidade da realização de novos encontros, ainda sem datas nem locais definidos
Soldado norte-coreano observa o sul enquanto patrulha a vila de Panmunjeom, na zona desmilitarizada da fronteira entre as Coreias, nesta terça-feira (19) (Lee Jae-Won/Reuters)
A delegação do Sul chegou à reunião com a intenção de garantir a realização do encontro das famílias separadas pela Guerra da Coreia (1950 – 1953), o primeiro em três anos, programado para entre 20 e 25 de fevereiro. A Coreia do Norte, por outro lado, exigiu que Seul adiasse os exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos, planejados para o dia 24, para que não coincidam com as reuniões das famílias.
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Os representantes do Sul rejeitaram o pedido alegando que “já deixaram claro que este evento humanitário [o reencontro familiar] não deve ser vinculado à conjuntura política e militar” na península coreana, segundo a porta-voz de Seul. O regime de Kim Jong-un também solicitou a Seul que impeça que os meios de comunicação sul-coreanos difamem os líderes do Norte, pedido que também foi rejeitado com a alegação de que existe liberdade de imprensa no país. (Continue lendo o
No entanto, entre as desavenças, a porta-voz de Seul garantiu que ambas as partes concordaram em continuar fazendo reuniões para tentar buscar pontos em comum e reduzir as grandes diferenças que separam os dois países. Não há, porém, definição de data, lugar e nem da natureza dos próximos encontros. Nesse clima de desconfiança mútua, o reencontro das famílias separadas programados para o final deste mês ainda corre riscos, mesmo com os preparativos logísticos já em curso há alguns dias.
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Caso ocorra, o reencontro familiar será o 19º desde 1985 e o primeiro em mais de três anos, desde outubro de 2010, reunindo 200 famílias no total. Dezenas de milhares de coreanos, hoje quase todos com idade superior a 70 anos, perderam há mais de seis décadas o contato com seus parentes do outro lado da fronteira no primeiro conflito armado em grande escala da Guerra Fria, que confirmou a divisão da península entre o Sul capitalista e o Norte comunista.
(Com agência EFE)
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