Ministro francês encontra-se com Kerry em reunião sobre caso de espionagem
Ministério das Relações Exteriores da França emite comunicado reiterando que "práticas de espionagem inaceitáveis entre países amigos devem acabar”.
O secretário de Estado americano John Kerry (/Reuters)
Após conversa telefônica, Hollande e Obama concordaram em trabalhar juntos para estabelecer “o alcance exato” da espionagem divulgado pelo jornal
O departamento de Relações Exteriores também falou sobre outros assuntos abordados na reunião, em particular a situação da Síria, antes da reunião de hoje em Londres do grupo “Amigos da Síria”.
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A reunião entre Fabius e Kerry aconteceu horas depois de o presidente americano, Barack Obama, ter telefonado para o chefe de Estado francês, François Hollande, para falar das novas revelações do jornal Le Monde sobre o programa de espionagem dos EUA que afetou à França. No final da conversa, a presidência francesa emitiu um comunicado afirmando que Hollande manifestou a Obama “sua profunda reprovação em relação a essas práticas inaceitáveis entre aliados e amigos, porque atentam contra a vida privada dos cidadãos franceses”.
O presidente francês pediu explicações a seu colega e, em especial, sobre o conjunto de informações que poderia estar nas mãos do ex-agente americano Edward Snowden, que é a origem dos vazamentos para a imprensa nos últimos meses, inclusive os divulgados pelo jornal Le Monde.
Os dois chefes de Estado, segundo a presidência francesa, concordaram em trabalhar juntos para estabelecer “o alcance exato” da espionagem divulgado pelo jornal francês. Além disso, “revelaram a intenção de que as operações de coleta de informações devem estar enquadradas, especialmente no âmbito bilateral, para a única luta válida, ou seja, a luta contra o terrorismo”.
O Le Monde, que citou documentos da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) divulgados por Edward Snowden, revelou que em apenas 30 dias, entre dezembro de 2012 e o início de 2013, foram interceptadas 70,3 milhões de comunicações na França.
O jornal, que destacou o caráter “massivo” dessa espionagem, afirmou que os principais alvos da NSA na França não se limitavam a suspeitos de vínculos com atividades terroristas, mas incluíam que também havia empresários e outras pessoas do mundo dos negócios, assim como políticos e funcionários públicos.
(Com agências EFE e AFP)
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