Funcionário da Casa Branca é demitido por falar mal de Obama no Twitter
Jofi Joseph trabalhava no Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca e há mais de dois anos vinha mantendo um perfil anônimo na rede social
O presidente americano Barack Obama durante entrevista coletiva (AP)
Joseph foi demitido na semana passada. Outro funcionário da Casa Branca confirmou que Joseph não trabalha mais lá, mas não quis comentar sobre o motivo. Em seu perfil no Twitter, que foi removido do site de rede social, Joseph descrevia a si mesmo como um "observador atento da política externa e da cena de segurança nacional", que "assumidamente diz o que todo mundo só pensa".
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Em sua conta, Joseph especulava sobre os motivos políticos e movimentos de carreira de funcionários do governo que trabalhavam com ele, incluindo Ben Rhodes, porta-voz de Obama sobre questões de segurança nacional. Em algumas mensagens, ele criticou diretamente o presidente americano. "Sou fã de Obama, mas me preocupa sua contínua dependência e confiança em uma nulidade como Valerie Jarrett", uma das principais assessoras do presidente. Em outra postagem, ele foi além: "#Obama em três palavras: tem funcionários de merda", escreveu.
Este mês, Joseph tuitou que a ex-secretária de Estado Hillary Clinton "teve poucos objetivos políticos e nenhuma vitória" no Oriente Médio. Ele concordou com o deputado republicano Darrell Issa, que criticara Hillary pelas ações do governo após o ataque do ano passado contra o posto diplomático dos EUA em Benghazi, na Líbia, em que morreram quatro norte-americanos. "Olha, Issa é um idiota, mas ele está certo em algo aqui com a @HillaryClinton pela prestação de contas por Benghazi", tuitou.
Durante meses, funcionários da Casa Branca e do Departamento de Estado tentaram identificar o autor dos tuítes no perfil @NatSecWonk, especialmente depois que afirmou duvidar da versão do governo sobre o atentado de 11 de setembro de 2011 no consulado americano em Benghazi. Após uma investigação, que incluiu os hábitos de compra e os deslocamentos de Joseph, vários advogados da Casa Branca o confrontaram e ordenaram que deixasse seu cargo, disseram fontes ligadas ao caso à revista eletrônica Politico.
Joseph não respondeu aos pedidos de entrevista para comentar o assunto, mas disse ao site Politico que lamentava seus tuítes. "O que começou como uma conta de paródia da cultura de Washington tornou-se ao longo do tempo uma série de comentários inapropriados e mesquinhos. Assumo total responsabilidade por este assunto e peço sinceras desculpas a todos que eu insultei", disse Joseph em um e-mail enviado ao Politico.
(Com agência Reuters)
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