Quão fundo pode ser o ‘abismo fiscal’ nos EUA
As eleições nos Estados Unidos acabaram, o democrata Barack Obama foi
reeleito e, agora, fica no ar a preocupação de cidadãos e investidores do país
com o “abismo fiscal”, ou fiscal cliff, como é chamado em inglês.
A expressão dá nome ao cenário no qual os EUA poderão entrar caso não seja prorrogado o acordo que Obama fez com o Congresso para aumentar o limite da dívida americana.
O contexto que precedeu esse temor – como explica o colunista do Estado, Celso Ming - foi a mudança do teto da dívida para US$ 16,4 trilhões, instituída pelo presidente Obama depois de duríssimas negociações com os republicanos, que controlam a Câmara dos Representantes.
No entanto, foram impostas condições: a partir de janeiro de 2013, terão de entrar em vigor cortes automáticos de despesas públicas, de subsídios e de incentivos fiscais, conjugados com aumento de impostos, num total próximo de US$ 600 bilhões em 2013 (cerca de 4% do PIB). Hoje o passivo do Tesouro dos Estados Unidos está nos US$ 16,2 trilhões, já bem próximo do teto (veja no gráfico).
Desta forma, a partir de janeiro, os EUA poderão escolher entre dois caminhos: ou Obama negocia com o Congresso um novo teto para a dívida (neste caso, a decisão deve ser tomada em tempo recorde, já que o prazo acaba no dia 31 de dezembro) ou entram em vigor os cortes automáticos de custos e aumento de impostos.
No primeiro caso, com os cortes e aumento de impostos em vigor,o país poderá sofrer uma retração de 2% de seu PIB em 2013, segundo projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI). Se isso acontecer, os EUA, que são os maiores importadores do mundo, estariam a um passo de entrar novamente em uma recessão e sofrer com alta nos níveis de desemprego e queda de produção.
O cenário significaria prejuízo também para muitos outros países e investidores pelo mundo, que teriam grandes chances de saltar também do penhasco.
A expressão dá nome ao cenário no qual os EUA poderão entrar caso não seja prorrogado o acordo que Obama fez com o Congresso para aumentar o limite da dívida americana.
O contexto que precedeu esse temor – como explica o colunista do Estado, Celso Ming - foi a mudança do teto da dívida para US$ 16,4 trilhões, instituída pelo presidente Obama depois de duríssimas negociações com os republicanos, que controlam a Câmara dos Representantes.
No entanto, foram impostas condições: a partir de janeiro de 2013, terão de entrar em vigor cortes automáticos de despesas públicas, de subsídios e de incentivos fiscais, conjugados com aumento de impostos, num total próximo de US$ 600 bilhões em 2013 (cerca de 4% do PIB). Hoje o passivo do Tesouro dos Estados Unidos está nos US$ 16,2 trilhões, já bem próximo do teto (veja no gráfico).
Desta forma, a partir de janeiro, os EUA poderão escolher entre dois caminhos: ou Obama negocia com o Congresso um novo teto para a dívida (neste caso, a decisão deve ser tomada em tempo recorde, já que o prazo acaba no dia 31 de dezembro) ou entram em vigor os cortes automáticos de custos e aumento de impostos.
No primeiro caso, com os cortes e aumento de impostos em vigor,o país poderá sofrer uma retração de 2% de seu PIB em 2013, segundo projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI). Se isso acontecer, os EUA, que são os maiores importadores do mundo, estariam a um passo de entrar novamente em uma recessão e sofrer com alta nos níveis de desemprego e queda de produção.
O cenário significaria prejuízo também para muitos outros países e investidores pelo mundo, que teriam grandes chances de saltar também do penhasco.
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