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Congresso aprova três meses de fôlego a Obama


Com apoio de Senadores, Câmara estendeu o limite do endividamento americano até 19 de maio


Presidente Barack Obama chega para sua cerimônia de posse no Capitólio, em Washington
Obama, que tomou posse na segunda, terá três meses para debater o aumento do teto da dívida

O presidente Barack Obama conseguiu uma vitória importante dois dias após a posse de seu segundo mandato: a Câmara dos Representantes aprovou a elevação do limite de endividamento federal até 19 de maio.

A vitória é parcial, mas deve ser vista como um caminho para o entendimento entre republicanos e democratas. A aprovação da extenção é um indicativo de que os líderes dos dois partidos no Senado devem apoiar a decisão. O projeto foi aprovado por 285 votos a favor e 144 votos contra, distribuídos de maneira geral com a composição partidária da casa. Muitos democratas opuseram-se à natureza de curto prazo da extensão.

A medida não incluiu os cortes orçamentários de 2,2 trilhões de dólares em um período de 10 anos que os republicanos insistiam em inserir no mesmo pacote de votações, como uma espécie de condição para a aprovação do aumento do teto da dívida.

O documento aprovado pela Câmara prevê, no entanto, que o pagamento do salário dos deputados seja vetado se alguma das comissões do Congresso não conseguir aprovar o projeto de Orçamento até o dia 15 de abril - este sim, envolvendo a votação dos cortes de gastos. "É simples: sem Orçamento, sem pagamento", disse o presidente da Câmara, o republicano John Boehner.

Segundo o jornal The New York Times, a legislação que prevê o aumento do teto da dívida simplesmente bloqueará os salários dos deputados até que o projeto de Orçamento passe, independentemente de haver um acordo entre republicanos e democratas, ou não.

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