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EUA vão permitir mulheres nas frentes de batalha


Leon Panetta quer oficializar decisão antes de deixar a Secretaria de Defesa


Soldados americanas enviadas a guerras como a do Iraque tinham missão restrita a patrulhamento
Soldados americanas enviadas a guerras como a do Iraque tinham missão restrita a patrulhamento

O secretário de Defesa americano Leon Panetta pretende eliminar a proibição militar para mulheres em frentes de batalha antes de deixar o cargo. A medida ainda não tem data de aplicação e será discutida com os diferentes setores das forças armadas, mas já é comemorada por entidades civis.


“Este é um passo histórico para a igualdade e o reconhecimento do papel que as mulheres possuem na defesa de nossa nação”, disse a senadora democrata Patty Murray.

A medida viria um ano depois do Pentágono revelar um plano de abrir 14.000 vagas para mulheres no Exército. O fim da restrição pode permitir, agora, que elas atuem em infantaria, operações especiais e outros ramos de combate direto. Até então, as mulheres eram enviadas principalmente a missões de inteligência e policiamento, distante da ação principal dos conflitos.

Em dez anos, 280.000 mulheres foram enviadas a áres de combate pelos Estados Unidos. Atualmente, 200.000 mulheres atuam no exército americano, sendo 37.000 delas oficiais que poderiam ter sua carreira restrita pela proibição de combate.

Por isso, o documento que o Departamento de Defesa entregou ao Congresso americano afirma que, segundo a experiência obtida nas guerras no Iraque e Afeganistão, “a política [de proibição] é irrelevante levando no moderno campo de batalha”.

O chefe do Comitê do Senado para o Serviço Militar, o senador democrata Carl Levin, aprovou a iniciativa: “A ideia reflete a realidade das operações militares no século XXI”.

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