Em 2012, Ocidente ignorou proposta russa para retirar Assad do poder
De acordo com um diplomata ouvido pelo 'The Guardian', Estados Unidos, França e Grã-Bretanha recusaram a proposta porque acreditavam que o ditador iria cair em breve
Em fevereiro de 2012, atuando como diplomata, Ahtisaari participou das reuniões do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a crise na Síria. De acordo com ele, o embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, apresentou um plano com três pontos que incluía a saída de Assad. No entanto, Estados Unidos, Grã-Bretanha e França acreditavam que Assad iria cair em breve e ignoraram a proposta. "O mais intrigante da reunião que tive com Vitaly Churkin é o fato de eu conhecê-lo muito bem", lembrou Ahtisaari. "Nós não necessariamente concordamos em muitas questões, mas podemos falar abertamente. Ele me disse claramente os três prontos da proposta: um, não devemos dar armas para a oposição; dois, devemos começar um diálogo entre a oposição e Assad imediatamente; e três, devemos encontrar uma maneira elegante para Assad se afastar do poder".
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Desde o início da crise na Síria, em março de 2011, a Moscou vem sendo o principal interlocutor e aliado de Damasco, insistindo que a saída de Assad não deve fazer parte de nenhum eventual acordo de paz. O próprio Assad já disse em uma entrevista que a Rússia jamais vai abandoná-lo. Recentemente, a Rússia aumentou sua presença na Síria e passou a enviar homens, tanques e aviões para o regime, afirmando que as armas serão usadas contra os terroristas do EI.
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