Aliado de Renan articulou para Costa ser mantido na Petrobras
Deputado Aníbal Gomes, apontado como o preposto do presidente do Senado no petrolão, diz à PF que buscou apoio político para o então diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa
Radar: Deputado aliado de Renan é investigado no STF por fraude eleitoral
No encontro em que Costa foi apresentado aos quadros do PMDB estavam presentes, além de Renan, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ex-presidente da Câmara. Apesar das tratativas, o deputado disse que o ex-diretor da Petrobras "não foi apoiado pelo PMDB para se manter no cargo de Diretor de Abastecimento", versão que conflita com a apuração dos investigadores da Lava Jato.
O depoimento de Aníbal Gomes ao delegado da PF Josélio de Sousa foi marcado por contradições: o parlamentar não soube explicar a origem de 1,8 milhão de reais que tinha em dinheiro vivo em sua casa. Em um segundo momento, mudou de versão e disse que tinha apenas 200.000 reais em sua residência.
Renan Calheiros é investigado no STF pelos crimes de corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Além da acusação de embolsar propina de contratos fraudados na estatal, o Ministério Público aponta que o atual presidente do Senado e parte da bancada do PMDB na Casa pressionaram para que Paulo Roberto Costa permanecesse à frente da companhia para repassar aos parlamentares propina da empresa. O envio de propina era, segundo o MP, mediado pelo lobista Fernando Soares, conhecido por Fernando Baiano, enquanto Aníbal Gomes atuava como intermediário de Calheiros no esquema criminoso na Petrobras. As comprometedoras revelações contra Renan foram feitas em acordos de delação premiada do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor Paulo Roberto Costa.
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