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Após reuniões, Dilma amplia meta de corte de gastos para R$ 20 bi

Segundo fontes próximas ao governo, o plano é cobrir o rombo do orçamento com o aumento de alíquotas e a recriação de novos impostos

A presidente Dilma Rousseff em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília
Presidente Dilma Rousseff se reuniu no fim de semana com os seus ministros para decidir onde ocorrerão os cortes(Reuters)
Em nova rodada de reuniões no Palácio da Alvorada, no domingo, a presidente Dilma Rousseff decidiu elevar de 15 bilhões para até 20 bilhões de reais a meta de redução de gastos públicos. Mais adiante, em uma outra etapa do ajuste nas contas, o Planalto pretende aumentar alíquotas de impostos já existentes para zerar o déficit de 30,5 bilhões de reais previsto no Orçamento para 2016. Esse arranjo abriria caminho político no Congresso para a criação de novos tributos que teriam como meta atingir o superávit primário de 0,7% do PIB.
Durante as discussões no fim de semana, a equipe econômica chegou a sugerir o congelamento de salários do funcionalismo. Por ora, essa ideia não será levada adiante porque tem alto custo político. Os programas sociais também serão sacrificados, mas, segundo os auxiliares da presidente, a ideia é tentar preservá-los ao máximo.
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A ideia era "zerar" o déficit de 30,5 bilhões de reais somente com cortes, mas essa meta foi descartada. "Não podemos parar a máquina administrativa. É impossível chegar aos 30 bilhões de reais sem receitas novas", disse um auxiliar palaciano. Deste modo, a equipe econômica insistirá na elevação de alíquotas e na recriação de impostos, como a volta da CPMF.
Após o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor�s, Dilma decidiu implementar os cortes. A princípio, queria forçar o Congresso a aprovar o aumento de impostos imediatamente. A cúpula do PMDB da Câmara e do Senado se negou a assumir o desgaste e exigiu que o governo promovesse cortes.
"Inicialmente, a volta da CPMF não foi bem articulada, mas o Congresso tem consciência do momento do país e estará disposto a discutir aumento de tributos após o governo tomar medidas estruturantes", disse o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS). Há uma expectativa de que os cortes comecem a ser divulgados a partir desta segunda, quando a presidente volta a se reunir com a equipe de coordenação de governo. A primeira leva de medidas gira em torno da revisão de contratos, reavaliação dos investimentos, demissão de funcionários comissionados e até venda de imóveis. Também estão em estudo a aglutinação e o corte de ministérios.
Salários - Correndo contra o tempo para anunciar respostas à decisão da S&P de rebaixar a nota de crédito do Brasil, Dilma não se mostra favorável a acabar com o reajuste dos servidores públicos. Segundo auxiliares da presidente, essa medida é uma das mais impopulares e aumentaria o desgaste da presidente.
No início do mês, o Planejamento chegou a propor reajuste de 10,8% escalonado entre 2016 e 2017. Entre outras medidas em estudo, está a regulamentação da Medida Provisória 691, que autoriza a União a vender imóveis de sua propriedade.
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