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Ucrânia avança para conter rebeldes — e Rússia envia reforços

Novos capítulos do conflito ocorrem justamente no dia em que ministros dos dois países têm encontro marcado em Berlim para discutir saída diplomática

Soldado ucraniano em posto de controle perto da cidade de Donetsk, a maior do leste da Ucrânia
Soldado ucraniano em posto de controle perto da cidade de Donetsk, a maior do leste da Ucrânia (AFP)
Forças ucranianas hastearam sua bandeira nacional em uma delegacia de polícia na cidade de Luhansk, que esteve por meses sob controle rebelde, disse Kiev neste domingo, no que poderia ser um grande avanço no esforço da Ucrânia para reprimir os separatistas pró-Moscou.
Autoridades ucranianas alegam que rebeldes estão travando uma ação de retaguarda desesperada para manter Luhansk - que é sua rota de abastecimento para a Rússia - e dizem que o fluxo de armas e combatentes da Rússia acelerou.
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Os ministros das Relações Exteriores da Ucrânia e da Rússia estavam se preparando para se encontrar para um diálogo sobre o conflito em Berlim, neste domingo, embora parecia provável que a diplomacia poderia ser ofuscada pelo rápido desenvolvimento no campo de batalha.
Já a Rússia acusa Kiev, apoiada pelo Ocidente, de desencadear uma crise humanitária, por meio do uso indiscriminado de força contra os separatistas que falam russo e rejeitam as regras do governo ucraniano.
Andriy Lysenko, um porta-voz militar da Ucrânia, disse que forças do governo lutaram contra separatistas em um bairro da cidade de Luhansk no sábado, e assumiram o controle de Zhovtneviy, delegacia de polícia do bairro. "Eles levantaram a bandeira do estado sobre a delegacia", disse Lysenko.
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Autoridades separatistas em Luhansk não foram encontradas pelo telefone, e uma porta-voz separatista em Donetsk, no leste da Ucrânia, disse que não sabia o que tinha acontecido em Luhansk. Se confirmada, a tomada da delegacia de polícia é significativa porque a cidade de Luhansk tem sido por vários meses um reduto rebelde onde o mandado de Kiev não foi executado.
Rússia se prepara — Lisenko disse ainda que autoridades do país observaram a entrada de uma coluna militar russa formada por três caminhões portadores de lança-mísseis Grad, uma arma capaz de arrasar superfícies de até 15 hectares, cruzando a fronteira para a cidade ucraniana de Nizhni Nagólchik, na região de Lugansk.
Segundo Kiev, a cidade ucraniana de Amvrosiyevka e seus arredores, palco de sangrentos combates entre as forças governamentais e os separatistas pró-Rússia, foram ontem alvo da artilharia e dos Grad russos.
Berlim — Se não for cancelada, a reunião prevista para esta tarde deve colocar frente a frente os ministros de Relações Exteriores de Rússia e Ucrânia, Sergei Lavrov e Pavlo Klimkin, e contar com a mediação de seu colega alemão, Frank-Walter Steinmeier, e do francês, Laurent Fabius. "Convidei de novo a Berlim os ministros de Rússia, Ucrânia e França para abordar caminhos para combater a crise", disse neste domingo Steinmeier.
O objetivo desta nova reunião entre Kiev e Moscou é, em termos gerais, "encontrar uma solução que ponha fim às hostilidades", embora se prestará especial atenção a como permitir a chegada da ajuda humanitária à região dominada por separatistas, acrescentou o chefe da diplomacia alemã.
(Com Reuters)

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