Israelenses e palestinos retomam negociações reiterando suas exigências
"Aceitaremos um acordo apenas se houver uma resposta concreta às nossas necessidades de segurança", afirmou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em fala ao conselho ministerial israelense.
"Para obter a segurança, é preciso, antes de tudo, levantar o bloqueio a Gaza", diz de sua parte Sami Abu Zurhi, porta-voz do grupo terrorista Hamas, que controla o enclave.
Na sede do serviço de inteligência do Cairo, onde ocorrem as negociações indiretas, os egípcios fazem o papel de mediador entre as delegações israelense e palestina que, além do Hamas e da Jihad Islâmica, também inclui o Fatah do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas. Abbas afirmou no sábado que uma conferência internacional de doadores para o Estado palestino se reunirá no início de setembro no Egito, para analisar um "plano de reconstrução" de Gaza.
De acordo com um documento consultado pela AFP, os egípcios propõem um cessar-fogo permanente e novas negociações dentro de um mês. Israel decidiu no sábado à noite rejeitar formalmente essa proposta, segundo informou o Maariv, um os principais jornais israelenses, citando fontes do governo.
Um fracasso das negociações não significaria, necessariamente, uma retomada imediata das hostilidades, que fizeram ao menos 1.980 palestinos mortos, em sua maioria civis, e 67 vítimas israelenses, incluindo três civis. Mas seria certamente a ocasião para uma escalada verbal.
Israel afirma ter reduzido significativamente as capacidades militares do Hamas, mas tem sido muito criticado externamente pelo número de vítimas civis.
Já o Hamas, afirma ter resistido militarmente ao mais poderoso exército da região.
(Com AFP)
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