UE diz que não há pedido para fundos de resgate
Por ora, não há intenção, nem da Itália, nem da Espanha, de solicitar ajuda direta
Segundo o porta-voz, a discussão no momento resume-se ao melhor instrumento a ser adotado. "Estamos apenas pensando sobre quais instrumentos podem de fato ser úteis para aliviar a tensão no mercado. Nenhum pedido formal foi feito até agora", afirmou. Pressionado sobre a possibilidade de tal ação, Altafaj acrescentou: "Não tenho qualquer sinal de tal intenção, nem da Itália, nem da Espanha, de solicitar a ativação desses instrumentos."
Grécia – Em Atenas, o quadro segue tenso. O membro do Banco Central Europeu (BCE), Jens Weidmann, declarou à revista alemã Manager Magazin que a Grécia precisa colocar seu programa de reformas novamente em andamento se a chamada troika – grupo formado por União Europeia (UE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE) – julgar que o país desviou-se do plano. Hoje, a discussão liderada pelo Nova Democracia – partido vencedor, por uma pequena vantagem, da eleição deste domingo – está voltada a uma moderação das metas de ajuste fiscal imposta pelo bloco.
Weidmann disse que a eleição da Grécia no domingo não mudou o fato de que a Grécia precisa se ater ao plano de resgate para ter mais ajuda financeira. "Há um acordo com a Grécia, e ele vale", disse Weidmann, um dos membros mais poderosos do Conselho de Administração do BCE, à revista. "Se há discrepâncias (do programa), nós temos que analisar as causas, mas antes de tudo é responsabilidade da Grécia demonstrar que há uma forma de repará-las."
Autoridades da zona do euro começaram a aceitar que o programa da Grécia pode ser impossível de ser implementado sem mudanças, ao passo que o país já está desajustado e cai em uma recessão cada vez mais profunda. A primeira missão do novo governo do país será convencer autoridades da UE, BCE e do FMI a autorizar a próxima prestação de ajuda do resgate.
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