Síria precisa de ajuda humanitária para 1,5 milhão de civis
Segundo ONU, intenso conflito no país impede chegada de auxílio internacional
Entenda o caso
- • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
- • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
- • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.
Segundo os dados oferecidos pela Crescente Vermelho Síria à ONU, entre os principais focos de violência no país, estão as cidades de Homs e Idlib, sendo que nesta última a ajuda humanitária chega a beneficiar 350.000 pessoas, menos da metade da população.
Em Homs, o número de pessoas que precisam de assistência chega aos 250.000, mas apenas dois terços deles recebem essa ajuda, enquanto centenas de habitantes buscam refúgio na parte antiga da cidade e, por enquanto, distante do alcance dos voluntários.
Logística - O conflito também causa inúmeros problemas logísticos, como a falta de combustível, que as organizações humanitárias recebiam através de cupons entregues pelo governo. No entanto, o subsídio não será mais emitido até agosto. Para superar esse obstáculo, o PMA tenta estabelecer um depósito de 100.000 litros de combustível em Damasco para as atividades da ONU.
As missões de reconhecimento enviadas pela ONU a quatro regiões da Síria com a intenção de examinar a futura presença da organização no país concluíram seus trabalhos, mas o envio de voluntários acaba sendo fragilizado por causa do aumento da violência, afirmou o Escritório de Assuntos Humanitários da ONU.
As missões avaliaram as condições logísticas e de segurança e determinaram que dois centros poderiam ser instalados no país, em Homs e Deir-ez-Zor, enquanto um terceiro poderia ser instalado em Alepo para fornecer ajuda aos cidadãos de Idlib e Hama. No entanto, um porta-voz da OCHA em Genebra afirmou nesta sexta que, por causa da atual situação, o envio de pessoal continua suspenso e, por isso, que as agências humanitárias devem buscar alternativas para continuar seus trabalhos.
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