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BC da Inglaterra está prestes a lançar nova rodada de estímulo

A inflação caiu inesperadamente para a mínima de dois anos e meio de 2,8%, abrindo caminho para que o BC amplie a compra de ativos

Homens caminham em frente à sede do Banco da Inglaterra (BoE), em Londres Banco da Inglaterra: decisão já era esperada, mas não para agora                                     
O Banco da Inglaterra (banco central) está prestes a lançar uma nova rodada de estímulo monetário devido à piora da crise da zona do euro, de acordo com a ata de sua última reunião, que mostrou que as autoridades estavam divididas em 5 a 4 sobre a decisão.
A ata mostra um suporte bem mais explícito para uma rodada de ‘quantitative easing’ (programa de compra de ativos) do que muitos economistas esperavam, e esta é a primeira vez que as autoridades ficam divididas com um placar de 5 a 4 desde junho 2007.
No mês passado, David Miles foi o único a pedir uma expansão do programa de compras de ativos -cujo objetivo é ajudar a economia ao tornar os empréstimos mais baratos- mas em geral os economistas esperavam que apenas mais um ou dois membros do Comitê de Política Monetária se juntassem a ele.
O presidente do BC, Mervyn King, votou, assim como Adam Pose e Miles, para elevar as compras de ativos em 50 bilhões de libras, para 325 bilhões de libras. Paul Fisher, diretor executivo para mercados do BC, defendeu um aumento de 25 bilhões de libras.
Assim, parece ser mais provável que haja uma maioria a favor de um aumento da compra de ativos no próximo mês.
A maioria dos membros julgou que mais estímulo econômico seria justificado imediatamente ou provavelmente se tornaria justificável para atender à meta de inflação, mostrou a ata.
Todos os membros do Comitê de Política Monetária acreditam que a inflação deve ficar abaixo da estimativa do banco central de maio, quando a entidade previu que ela demoraria até o segundo semestre do ano que vem para que caísse abaixo da meta de 2 por cento.
Dados publicados na terça-feira mostraram que a inflação caiu inesperadamente para a mínima de dois anos e meio de 2,8%, abrindo caminho para que o BC amplie a compra de ativos. O BC decidiu em maio não ampliar as compras de ativos porque a inflação estava demorando mais para cair do que o esperado.

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