Pular para o conteúdo principal

Conselheiro que representa minoritários da Petrobras renuncia ao cargo

José Monforte se absteve de aprovar o balanço submetido ao conselho na última quarta-feira

Prédio da Petrobras, na Avenida Paulista, em São Paulo
Prédio da Petrobras, na Avenida Paulista, em São Paulo(/Reuters)
O membro do Conselho de Administração da Petrobras José Guimarães Monforte, representante dos acionistas minoritários preferencialistas (sem direito a voto), renunciou ao cargo nesta sexta-feira, informou a petroleira em comunicado ao mercado. Durante a reunião de conselho que aprovou o balanço da estatal referente a 2014, Monforte se absteve de votar.
A iniciativa acontece cinco dias antes da Assembleia Geral de Acionistas - quando ocorrerá a eleição da nova formação do Conselho da companhia, formado por dez membros - e dois dias após a companhia publicar prejuízo de mais de 21 bilhões de reais em 2014 e declarar que não pagará dividendos aos acionistas.
Em nota, a Petrobras não informou se Monforte apresentou os motivos para a sua decisão. Dos 10 membros que formam o Conselho de Administração da Petrobras, 7 são indicados pelo governo, um por acionistas minoritários preferencialistas, outro por acionistas minoritários com ações ordinárias (com direito a voto) e um por funcionários da estatal.
LEIA TAMBÉM:
Ações da Vale e Petrobras disparam e levam Bolsa ao maior patamar em 6 meses
Fitch mantém nota da Petrobras, mas revisa perspectiva para negativa
Monforte permaneceu no conselho por exatamente um ano, substituindo o empresário Jorge Gerdau. Mauro Cunha, representante de fundos internacionais, como o Aberdeen, também anunciou que não concorrerá a um novo mandato. A Associação dos Investidores do Mercado de Capitais (Amec) indicou o investidor Guilherme Affonso Ferreira como um dos possíveis substitutos a Monforte.
Exceto Cunha e Monforte, do total dos componentes da mesa, o funcionário Silvio Sinedino é o único que resta que não foi indicado pelo governo. Contudo, como Sinedino deve deixar a presidência do sindicato dos petroleiros, também deverá ser destituído do cargo no conselho, já que os dois postos estão atrelados.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Atuação que não deixam dúvidas por que deveremos votar em Felix Mendonça para Deputado Federal. NÚMERO  1234 . Félix Mendonça Júnior Félix Mendonça: Governo Ciro terá como foco o desenvolvimento e combate às desigualdades sociais O deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) vê com otimismo a pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. A tendência, segundo ele, é de crescimento do ex-governador do Ceará. “Ciro é o nome mais preparado e, com certeza, a melhor opção entre todos os pré- candidatos. Com a campanha nas Leia mais Movimentos apoiam reivindicação de vaga na chapa de Rui Costa para o PDT na Bahia Neste final de semana, o cenário político baiano ganhou novos contornos após a declaração do presidente estadual do PDT, deputado federal Félix Mendonça Júnior, que reivindicou uma vaga para o partido na chapada majoritária do governador Rui Costa (PT) na eleição de 2018. Apesar de o parlamentar não ter citado Leia mais Câmara aprova, com...
Estudo ‘sem desqualificar religião’ é melhor caminho para combate à intolerância Hédio Silva defende cultura afro no STF / Foto: Jade Coelho / Bahia Notícias Uma atuação preventiva e não repressiva, através da informação e educação, é a chave para o combate ao racismo e intolerância religiosa, que só em 2019 já contabiliza 13 registros na Bahia. Essa é a avaliação do advogado das Culturas Afro-Brasileiras no Supremo Tribunal Federal (STF), Hédio Silva, e da promotora de Justiça e coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação (Gedhdis) do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Lívia Vaz. Para Hédio o ódio religioso tem início com a desinformação e passa por um itinerário até chegar a violência, e o poder público tem muitas maneiras de contribuir no combate à intolerância religiosa. "Estímulos [para a violência] são criados socialmente. Da mesma forma que você cria esses estímulos você pode estim...
Lula se frustra com mobilização em seu apoio após os primeiros dias na cadeia O ex-presidente acreditou que faria do local de sua prisão um espaço de resistência política Compartilhar Assine já! SEM JOGO DUPLO Um Lula 3 teria problemas com a direita e com a esquerda (Foto: Nelson Almeida/Afp) O ex-presidente  Lula  pode não estar deprimido, mas está frustrado. Em vários momentos, antes da prisão, ele disse a interlocutores que faria de seu confinamento um espaço de resistência política. Imaginou romarias de políticos nacionais e internacionais, ex-presidentes e ex-primeiros-ministros, representantes de entidades de Direitos Humanos e representantes de movimentos sociais. Agora, sua esperança é ser transferido para São Paulo, onde estão a maioria de seus filhos e as sedes de entidades como a CUT e o MTST.