Ucrânia mobiliza 50 mil homens; combates prosseguem no leste
Nova ação militar terá duração de 90 dias e deve deslocar mais de 100 mil homens para o leste do país. Combates prosseguem na região separatista
Soldados ucranianos são vistos na região de Donetsk Ucrania lançou nesta terça-feira sua quarta onda de mobilização militar que deve envolver cerca de 50.000 homens, no momento em que as hostilidades prosseguem no leste rebelde pró-russo, deixando dois mortos entre os civis. Esta mobilização terá a duração de 90 dias e será seguida de duas outras, para atingir um total de 104.000 homens. Serão convocados todos aqueles que receberam uma formação militar – condutor de tanques de guerra, atiradores, paraquedistas, ou ainda motoristas e mecânicos – segundo indicaram as autoridades ucranianas.
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Dois civis morreram e oito outros foram feridos gravemente nesta terça-feira de manhã por um tiro de artilharia que atingiu um ponto de ônibus e lojas próximas. No aeroporto de Donetsk, onde se concentraram nos últimos dias combates violentos, a intensidade dos confrontos diminuiu ligeiramente, declarou um porta-voz militar, Vladislav Selezniov. "Isso está relacionado ao fato de que os militares ucranianos conseguiram limpar a área ao redor do aeroporto e destruíram as posições de disparos dos rebeldes", assegurou.
Na região vizinha de Lugansk, tiros de morteiros rebeldes atingiram um edifício residencial na cidade de Chtchastie, ferindo várias pessoas e danificando cerca de trinta apartamentos, indicou o governador pró-Kiev deste território.
Artigo - Andrés Velasco
Apostando na Ucrânia
Histórico – O conflito armado entre os separatistas pró-russos e as forças ucranianas mataram mais de 4.800 pessoas desde abril e tem vivido um aumento da violência nos últimos dez dias. Kiev e o Ocidente acusam os russos de deslocar tropas nas regiões separatistas de Donetsk e Lugansk, embora Moscou sempre tenha negado. Segundo as últimas estimativas de Kiev, mais de 8.500 soldados russos estavam no leste da Ucrânia em meados de janeiro. Esta nova escalada da violência preocupa, após as poucas semanas de relativa calma, que anteciparam o cessar-fogo assinado em 9 de dezembro.
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