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'Tenho só 24 horas de vida', diz refém do EI em nova mensagem

Grupo terrorista quer liberação de jihadista condenada na Jordânia em troca da vida do refém japonês e de um piloto jordaniano

O jornalista japonês Kenji Goto em imagem retirada de vídeo que teria sido gravado em Kobani, na Síria, em outubro de 2014
O jornalista japonês Kenji Goto em imagem retirada de vídeo que teria sido gravado em Kobani, na Síria, em outubro de 2014 (www.reportr.co via Reuters  /Reuters)
Uma nova mensagem divulgada nesta terça-feira em contas de redes sociais ligadas ao Estado Islâmico afirma que o refém japonês Kenji Goto e o piloto jordaniano Muaz Kasasbeh serão mortos em 24 horas se o governo da Jordânia não libertar Sajedah Rishawi.
No vídeo, uma voz identificada como sendo de Goto afirma que “quaisquer atrasos do governo jordaniano vão significar que ele será responsável pela morte de seu piloto, que será seguida da minha”. “Eu tenho apenas 24 horas de vida e o piloto tem menos ainda. Por favor, não nos deixe morrer. Quaisquer outras manobras para tentar ganhar tempo resultarão na nossa morte”.
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A iraquiana Sajedah, terrorista da Al Qaeda, foi condenada à morte na Jordânia por participar de um ataque suicida em 2005 em Amã. Os explosivos que a mulher levava presos ao corpo falharam. A mensagem divulgada nesta terça exige que o governo japonês pressione politicamente a Jordânia para aceitar o que os terroristas consideram uma ‘troca de reféns’.
No vídeo, Goto aparece em uma foto segurando uma foto do piloto jordaniano, que está nas mãos do Estado Islâmico desde o final de dezembro, quando o avião que comandava caiu durante um bombardeio no leste da Síria. A voz na gravação afirma: “Ela é prisioneira a uma década e eu, apenas há alguns meses. Ela por mim, em uma troca direta”. O jornalista Goto, de 47 anos, foi sequestrado pelo EI em outubro do ano passado.
No domingo, ele apareceu em outro vídeo segurando uma foto do outro refém japonês, Haruna Yukawa, de 42 anos, decapitado. O Estado Islâmico havia dado um prazo de 72 horas para que o governo do Japão pagasse um resgate de 200 milhões de dólares pelos dois reféns. O prazo expirou sem que houvesse notícia sobre o destino dos japoneses. Até que o vídeo foi divulgado com a nova exigência dos terroristas.
Autoridades japonesas realizaram uma reunião de emergência após a divulgação da nova mensagem. O porta-voz do governo, Yasuhide Suga, disse ter visto o vídeo, mas não comentou sobre a autenticidade do conteúdo. “Nesta situação extremamente difícil, continuamos, como antes, a pedir a cooperação do governo jordaniano para trabalhar na direção da imediata libertação de Goto".
Segundo a agência de notícias japonesa Kyodo, o governo jordaniano estaria disposto a liberar Rishawi, apesar da oposição dos Estados Unidos. A porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, disse a jornalistas em Washington que trocar prisioneiros está na mesma categoria do pagamento de resgates.
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, tem insistido que o país não vai ceder às demandas dos terroristas. O rei Abdullah, da Jordânia, afirmou, segundo jornais locais, que o caso envolvendo o piloto é a “principal prioridade do país”.
(Com Estadão Conteúdo)

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