Para executivo da PwC, mercado ainda vai precificar balanço da Petrobras
Robert Moritz diz que balanços não auditados requerem explicações mais detalhadas dos gestores
Fachada do edifício da Petrobras no Rio de Janeiro - 12/12/2014 (/AFP)
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Moritz, que se esquivou de comentar especificamente sobre a Petrobras pelo fato de se tratar de um cliente, disse que, no caso da situação de revisão de balanços (restatement, em inglês), que é o que ocorre com a estatal, o ideal seria que houvesse um acordo entre a empresa e os auditores. “Um acordo é uma boa alternativa porque, em muitos casos, empresas usam números do passado que estão diferentes agora. Essa é a razão de muitos dos casos de revisão de balanço hoje em dia”, afirma.
O executivo afirma que a única forma de dar credibilidade a balanços não auditados é por meio dos próprios gestores, que podem fazer notas em anexo ao relatório financeiro redobrando as explicações sobre porque acham que aquelas informações estão corretas. “Caberá aos gestores demonstrarem confiança aos investidores, mesmo que os números não estejam auditados”, diz Moritz.
A divulgação do balanço na próxima semana é uma condição estabelecida pelo mercado para que os credores da estatal não cobrem antecipadamente uma série de títulos emitidos pela empresa. O prazo final previsto nos contratos de tais títulos expira no dia 30 de janeiro. Antes da divulgação, os números serão apreciados pelo Conselho, em reunião extraordinária no Rio. O balanço consolidado, após avaliação de auditoria, ainda não tem previsão de divulgação.
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Pesquisa - A PwC também apresentou durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, uma pesquisa sobre a confiança dos lideres empresariais na recuperação econômica. O resultado não é muito animador. Só 37% de 1300 presidentes questionados pela PwC acreditam que 2015 será melhor para a economia. No ano passado, 44% haviam respondido crer na melhora do cenário em 2014. Ainda segundo a PwC, o sentimento na América Latina é ainda mais pessimista que na Ásia, nos Estados Unidos e na Europa.
No caso específico do Brasil, entre os principais motores da queda da confiança são as intervenções do governo nos preços da energia e as interações do país com Argentina e Venezuela, países que têm se mostrado completamente avessos à liberdade de preços. Segundo a pesquisa da PwC, apenas 30% dos executivos brasileiros estão otimistas com as perspectivas para ganhos futuros. No ano passado, eram 42%, enquanto em 2013, os mais otimistas representavam 44% do empresariado.
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