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Papa volta a falar sobre liberdade de expressão: ‘É preciso prudência’

Em entrevista, pontífice diz que reação violenta a uma ofensa não é aceitável

Papa Francisco concede entrevista durante voo de Manila a Roma
Papa Francisco concede entrevista durante voo de Manila a Roma (/Reuters)
O papa voltou a falar nesta segunda-feira sobre liberdade de expressão, depois de cometer um equívoco ao mencionar o tema na última semana, comentando o atentado terrorista contra o semanário satírico Charlie Hebdo em Paris. Naquela ocasião, o pontífice disse que é preciso ter liberdade para se expressar, mas sem ofender. E acrescentou que se alguém falasse mal sobre sua mãe, levaria um soco.
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A repercussão da declaração levou Francisco a voltar ao tema, em entrevista coletiva concedida na viagem de volta de Manila a Roma. O papa disse que sua fala não estava justificando a violência. E defendeu seu ponto de vista sobre os limites à liberdade de expressão.
“Em teoria podemos dizer que uma reação violenta a uma ofensa, a uma provocação, não é aceitável, não é uma coisa boa. Temos de fazer o que o Evangelho diz, devemos oferecer a outra face. Em teoria podemos dizer que entendemos o que é a liberdade de expressão. Em teoria, todos concordamos. Mas somos humanos. E há a prudência, que é uma virtude da coexistência humana. Eu não posso insultar ou provocar alguém continuamente sob risco de deixá-lo bravo, sob o risco de receber uma reação injusta”, disse, segundo o jornal italiano La Stampa.
Artigo: O papa boxeador e as liberdades gêmeas
“O que estou dizendo é que a liberdade de expressão precisa levar em conta a natureza humana e isso significa que precisa ser prudente. Prudência é a virtude humana que regula nossos relacionamentos. Uma reação violenta é sempre ruim (...) É por isso que a liberdade deve andar sempre de mãos dadas com a prudência”, completou na volta da viagem de uma semana à Ásia.

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