Irã liberta prisioneiros políticos antes de Rohani viajar aos EUA
Onze pessoas foram soltas, entre elas o político reformista Mohsen Aminzadeh e a ativista dos direitos humanos Nasrin Sotoudeh
Nasrin Sotoudeh (Reprodução)
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A inesperada libertação ocorre dias antes de o novo presidente iraniano, Hassan Rohani, eleito em junho, viajar a Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, na próxima semana. A medida foi vista como uma forma de tentar diminuir as críticas relacionadas aos direitos humanos no país, em um momento em que Rohani fala em abrir um canal para negociações diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano – sem, no entanto, abrir mão do enriquecimento de urânio. Contra todas as evidências, o país alega que seu programa nuclear tem fins pacíficos.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu também estará na Assembleia da ONU e avisou que voltará a pressionar para que o Irã interrompa seu programa nuclear. As negociações sobre o tema estão congeladas desde antes da eleição de Rohani, depois de uma série de reuniões serem concluídas sem avanços.
Prisioneiros – O NYT falou com a advogada Nasrin pouco depois de ela ser libertada. “Eu não sei por que eles me liberaram. Eu não sei sob que base legal eles me liberaram. Mas estou livre”, disse.
Vencedora do prêmio Sakharov de direitos humanos em 2012, ela cumpria pena de seis anos de prisão por ameaçar a segurança nacional. No ano passado, a advogada fez greve de fome durante 49 dias para protestar contra as condições na prisão e as sanções impostas a membros da sua família.
Mohsen Aminzadeh, que foi vice-ministro de Relações Exteriores durante o governo do presidente Mohammed Khatami, foi preso em 2010 por organizar protestos e espalhar propaganda contra o regime. Ele era um importante aliado de Mir Hossein Mousavi, derrotado na fraudulenta reeleição de Mahmoud Ahmadinejad em 2009.
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