Eike quer um ano para pagar Caixa e BNDES
Os débitos vencem em outubro, mas o comando da companhia já sinalizou que não poderá honrá-los e pede a prorrogação dos prazos por pelo menos doze meses, segundo apurou a Folha.
A negociação envolve também os bancos Votorantim e Santander, que deram garantias aos financiamentos de BNDES e Caixa, respectivamente.
As quatro instituições concordaram em renegociar os contratos, mas os detalhes finais do acordo ainda não foram fechados. A avaliação dos bancos é que, caso se recusassem, o desfecho seria o calote. A aposta é que o novo prazo seja suficiente para que a empresa venda ativos e honre os pagamentos.
Em julho, o BNDES já havia dado mais dois meses para que a OSX quitasse o financiamento, concedido em dezembro de 2011 e hoje em cerca de R$ 550 milhões. A Caixa esperava receber em outubro o pagamento pelos R$ 400 milhões emprestados em abril de 2012.
MAIS PROBLEMAS
Enquanto pede mais tempo aos bancos, a OSX tenta se livrar de outro problema: o cancelamento iminente de mais uma encomenda da OGX, petroleira de Eike.
A plataforma WHP-2 seria utilizada na exploração do campo de Tubarão Martelo. O comando da OGX planeja, porém, desistir da unidade para cortar custos.
A perspectiva do cancelamento de mais uma encomenda -a OGX já desistiu de outras cinco unidades pedidas à OSX- vem forçando uma nova rodada de negociações com a Techint, responsável pela construção do equipamento.
A multinacional ítalo-argentina teve o pedido de outra plataforma cancelado em julho e precisou demitir 900 funcionários.
Os bancos públicos BNDES e Caixa Econômica Federal terão de esperar pelo menos mais um ano para receber cerca de R$ 1 bilhão em empréstimos feitos à OSX, empresa naval de Eike Batista.
A negociação envolve também os bancos Votorantim e Santander, que deram garantias aos financiamentos de BNDES e Caixa, respectivamente.
As quatro instituições concordaram em renegociar os contratos, mas os detalhes finais do acordo ainda não foram fechados. A avaliação dos bancos é que, caso se recusassem, o desfecho seria o calote. A aposta é que o novo prazo seja suficiente para que a empresa venda ativos e honre os pagamentos.
Em julho, o BNDES já havia dado mais dois meses para que a OSX quitasse o financiamento, concedido em dezembro de 2011 e hoje em cerca de R$ 550 milhões. A Caixa esperava receber em outubro o pagamento pelos R$ 400 milhões emprestados em abril de 2012.
MAIS PROBLEMAS
Enquanto pede mais tempo aos bancos, a OSX tenta se livrar de outro problema: o cancelamento iminente de mais uma encomenda da OGX, petroleira de Eike.
A plataforma WHP-2 seria utilizada na exploração do campo de Tubarão Martelo. O comando da OGX planeja, porém, desistir da unidade para cortar custos.
A perspectiva do cancelamento de mais uma encomenda -a OGX já desistiu de outras cinco unidades pedidas à OSX- vem forçando uma nova rodada de negociações com a Techint, responsável pela construção do equipamento.
A multinacional ítalo-argentina teve o pedido de outra plataforma cancelado em julho e precisou demitir 900 funcionários.
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