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Síria

EUA não intervêm contra Assad por desconfiar de rebeldes

Afirmação foi feita pelo general Martin Dempsey, chefe do Estado-Maior Conjunto, em carta enviada esta semana a congressista

Obama nomeou Martin Dempsey como chefe do Estado-Maior nesta segunda-feira
O presidente americano Barack Obama e o chefe do Estado-Maior Martin Dempsey
A administração Obama é contra uma ação militar na Síria, mesmo que de forma limitada, por considerar que os rebeldes que lutam contra o ditador Bashar Assad não apoiariam os interesses americanos se tomassem o poder. A afirmação foi feita por Martin Dempsey, general-chefe do Estado-Maior Conjunto, o militar com mais alta patente dos Estados Unidos, em carta enviada na segunda-feira a um congressista. A correspondência foi obtida pela agência Associated Press.
Na carta, o general ressalta que o Exército americano tem capacidade para destruir as forças aéreas do governo e enfraquecer Assad. No entanto, uma decisão neste sentido levaria os EUA para dentro de um conflito que se tornou uma luta sectária, sem estratégia para acabar com a guerra.
“Não se trata de escolher um dos dois lados na Síria, mas, sim, escolher um entre muitos lados. Eu acredito que o lado que escolhermos deve estar preparado para promover os nossos interesses quando a balança pender a seu favor. Hoje, eles (os rebeldes) não estão”, escreveu Dempsey ao deputado democrata Eliot Engel.
Ele alerta ainda que a Síria enfrenta um “conflito profundamente enraizado, de longa duração, entre múltiplas facções, com batalhas violentas pelo poder, que continuarão depois que o regime de Assad terminar”.
Leia também: 
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Rebeldes sírios dizem ter recebido armas de 'países irmãos'

Nesta quarta, depois de opositores acusarem o governo de realizar um ataque com armas químicas que deixou mais de 1 000 mortos, a Casa Branca expressou “profunda preocupação” e pediu uma investigação urgente das Nações Unidas sobre a alegação. O ataque representaria uma violação flagrante do limite apontado pelo presidente Obama para uma possível ação militar no país.
Há oito meses, o governo americano reconheceu a Coalizão Nacional Síria das Forças de Oposição e da Revolução como “representante legítima” do povo sírio. No entanto, mais de cinquenta grupos rebeldes tentam acabar com as quatro décadas de domínio da família Assad no país. Nem todos estão interessados em receber ajuda do Ocidente.

Em junho, a inteligência americana concluiu que forças ligadas ao regime Assad usaram armas químicas no país, incluindo gás sarin. O uso teria ocorrido em pequena escala e deixado entre 100 e 150 mortos. Depois da afirmação, veio a informação de que o governo Obama teria planos de de enviar armas aos rebeldes sírios. Não há indícios, porém, de que a oposição tenha, de fato, recebido armamentos e munições dos EUA.

Locais dos ataques com armas químicas na Síria

Os principais grupos de oposição na Síria

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Conselho Nacional Sírio (CNS)

Burhan Ghalioun, primeiro presidente do Conselho Nacional Sírio, discursa em Viena, na Áustria, em dezembro de 2011 Criação: Outubro de 2011
Chefe: George Sabra
Princípios: lutar contra o regime usando meio legais; rejeitar divisões étnicas; proteger a independência e a soberania nacional, opondo-se à intervenção militar estrangeira.
Fundado na Turquia por exilados políticos, o conselho é dominado por muçulmanos sunitas que lutam contra cristãos e alauítas leais ao regime de Bashar Assad. O grupo é composto por 17 organizações menores e indivíduos que propõem uma administração interina para o período pós-Assad e um projeto de reconciliação nacional, além da criação de uma comissão judicial para investigar crimes contra a humanidade e eleições para formar uma assembleia constituinte.
O atual presidente é George Sabra, cristão ortodoxo que representa uma maioria de integrantes originários da Irmandade Muçulmana. Sabra substitui Abdel Baset Sayda, curdo que deixou o cargo em novembro de 2012, logo após a criação da Coalizão Nacional Síria das Forças de Oposição e da Revolução (CNFROS).

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