Rússia e EUA anunciam esforço conjunto por investigação de massacre
Governo russo quer convencer Assad a cooperar com investigadores da ONU e EUA, rebeldes a liberarem acesso a local de ataque
Vítimas do ataque na região de Goutha, na Síria, em 21/08/2013 -
A Rússia acusa os rebeldes de impedirem que os inspetores cheguem até a área, dominada por rebeldes, que foi cenário de um violento ataque na quarta-feira, apesar do anúncio de cooperação dos opositores. O governo sírio se pronunciou apenas para negar as acusações de autoria do ataque, sem dar permissão oficial para a investigação da ONU.
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Em uma conversa telefônica, o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, disse ao Secretário americano de Estado John Kerry que, imediatamente depois da divulgação das notícias sobre o ataque, "Moscou pediu ao governo sírio que coopere com os especialistas químicos da ONU" que estão na Síria, segundo a chancelaria russa.
"Agora é a oposição que deve garantir um acesso seguro à missão no local do incidente", que aconteceu em uma zona controla pelos rebeldes, diz o comunicado da chancelaria russa. O documento afirma ainda que Lavrov e Kerry querem uma "investigação objetiva" da ONU.
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Na quarta-feira, uma ofensiva em Guta e em Muadamiyat al-Sham (nos subúrbios de Damasco) provocou um número indeterminado de vítimas. A oposição denunciou 1 300 mortes e acusou o regime de ter cometido ataques com gases tóxicos.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que tem uma ampla rede de ativistas e médicos, contabilizou 170 mortes e não confirmou o uso de armas químicas. O regime negou categoricamente o uso de armas químicas.
Intervenção estrangeira - Já ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, afirmou nesta sexta-feira que Londres acredita que o ataque de quarta é de autoria do governo de Assad e ameaçou acionar o Conselho de Segurança para dar um passo à frente na situação.
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