Conselho de Segurança da ONU quer esclarecer massacre na Síria
Países pedem que equipe de investigadores vá ao local onde teria ocorrido ataque com armas químicas
NAÇÕES UNIDAS - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que é necessário esclarecer o suposto ataque com armas químicas em subúrbios de Damasco nesta quarta-feira, 21, mas evitou exigir que seus especialistas que estão na Síria investiguem o caso.
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Estados Unidos, Grã-Bretanha e França estão entre os cerca de 35 países que pediram que a equipe de investigadores que está na Síria fosse direto ao local das denúncias, investigar o incidente o mais rápido possível. Mas Rússia e China se opuseram à linguagem do texto que exige uma investigação da organização internacional e falaram na possibilidade de o ataque ser uma "provocação" montada pela oposição síria.
A oposição síria acusou nesta quarta-feira as forças do presidente Bashar Assad de terem matado com foguetes que exalam um gás letal centenas de homens, mulheres e crianças enquanto dormiam. O suposto massacre, que pode ser o mais grave ataque com armas químicas desde a década de 1980, pode ter matado de 500 a 1.300 pessoas em subúrbios de Damasco.
Enquanto ocorria a reunião do Conselho de Segurança, Paris, Londres, Washington e Berlim enviaram ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, um pedido formal de investigação do caso. Em uma carta conjunta, os países pediram "informações críveis sobre o uso de armas químicas".
Segundo informações da agência AFP, o chefe da missão da ONU na Síria, o sueco Ake Sellstrom, está reunido com autoridades sírias para discutir a denúncia do ataque com armas químicas
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